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Maternidade Balbina Mestrinho inaugura espaço de acolhimento para mulheres indígenas em Manaus

Nova estrutura funciona 24 horas, tem capacidade para 14 mulheres e oferece apoio, descanso e privacidade a pacientes que vêm do interior do Amazonas

Escrito por Michele Sá
28 de outubro de 2026
Novo espaço da Maternidade Balbina Mestrinho oferece acolhimento, conforto e privacidade para mulheres indígenas atendidas em Manaus - Foto: Hércules Xavier/ DC

A Maternidade Balbina Mestrinho, localizada na zona Sul de Manaus, passou a contar com um espaço exclusivo de acolhimento para mulheres indígenas que precisam deixar suas comunidades em busca de atendimento médico na capital. Entregue nesta terça-feira (27/10) pelo governador Roberto Cidade, a estrutura funciona 24 horas por dia, tem capacidade para receber até 14 mulheres simultaneamente e foi planejada para oferecer conforto, privacidade e respeito às particularidades culturais das pacientes.

O espaço é destinado principalmente a mulheres indígenas que acompanham o tratamento dos filhos ou aguardam a alta hospitalar, muitas vezes longe de suas famílias e sem condições financeiras para deslocamentos frequentes. Durante a entrega, Roberto Cidade destacou a necessidade de ampliar a assistência a essa população. “Isso aqui já é o primeiro passo. Naturalmente que precisa avançar cada vez mais”, afirmou.

Natural de Parintins, a paciente Eloá Cardoso relatou que o acolhimento representa um apoio importante para quem permanece por longos períodos na maternidade. Há três meses na unidade, ela destacou o conforto e a convivência com outras mães. “A gente fica aqui, a gente descansa, a gente foi muito bem acolhida. A gente tem tudo”, contou. Segundo Eloá, o ambiente também proporciona privacidade e fortalece os vínculos de solidariedade entre as pacientes.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Luís Alberto Saraiva, a regulação estadual deverá priorizar o encaminhamento de gestantes indígenas para a Maternidade Balbina Mestrinho. A medida busca concentrar o atendimento dessas pacientes em uma unidade preparada para recebê-las, considerando as necessidades específicas de quem vive em comunidades distantes dos centros urbanos.

A iniciativa integra as ações da rede estadual de saúde voltadas à assistência materna e ao atendimento humanizado de populações indígenas. Além de oferecer melhores condições de permanência durante o tratamento, a estrutura busca reduzir as dificuldades enfrentadas por mulheres que precisam se afastar de suas comunidades para acessar serviços especializados em Manaus.

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