Meio Ambiente

Mais de 56 mil filhotes de quelônios são soltos em comunidades da RDS do Uatumã em 2026

Ação de manejo participativo envolve moradores ribeirinhos e integra projeto de conservação apoiado pela UFAM e pela Secretaria de Meio Ambiente

Escrito por Redação
4 de março de 2026
Foto: Divulgação/Sema

Mais de 56 mil filhotes de quelônios foram soltos em comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã nos primeiros meses de 2026. A ação faz parte das atividades de conservação realizadas na Unidade de Conservação com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e participação direta de moradores ribeirinhos.

As solturas ocorreram entre janeiro e março em diferentes comunidades da reserva, entre elas Amaro, Araras, Caioé, Maxilane, Maracaranã, São Benedito, Enseada, Livramento, Abacate, Manaim e Bom Jesus.

A maior devolução de filhotes ao ambiente natural ocorreu na comunidade Enseada, no dia 22 de fevereiro, quando cerca de 40 mil quelônios foram liberados nos rios da região.

Segundo a gerente da RDS do Uatumã, Amanda Botelho Gomes, a participação dos moradores é fundamental para o sucesso das ações de conservação.

Foto: Divulgação/Sema

A soltura de quelônios é um momento importante para as comunidades da RDS porque representa o resultado de um trabalho contínuo de proteção dessas espécies. Quando os moradores participam dessas ações, eles também se tornam protagonistas na conservação da biodiversidade do território”, afirmou.

Manejo comunitário

As atividades seguem a metodologia do Projeto Pé-de-Pincha, desenvolvido pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), que envolve comunidades ribeirinhas na proteção das áreas de desova de quelônios.

O trabalho inclui o monitoramento das praias, a coleta e proteção dos ninhos, a transferência dos ovos para áreas seguras — conhecidas como chocadeiras — e o acompanhamento do nascimento dos filhotes até o momento da soltura.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, o manejo comunitário contribui para recuperar populações de quelônios na Amazônia e reduzir a coleta ilegal de ovos.

Participação das comunidades

Moradores das comunidades da RDS também atuam como monitores ambientais, auxiliando nas atividades de proteção das praias de desova e no acompanhamento dos ninhos.

Uma das participantes do projeto é Iracy Cleide Oliveira, moradora da comunidade Enseada, que acompanha as ações de manejo na região.

Eu quero agradecer a todos, principalmente meus professores, que foram os meus monitores, que me ensinaram a cuidar dessas belezas, dessas lindezas aqui. Muito obrigada, meus professores. Vocês foram demais”, contou.

Ela destaca que o trabalho coletivo tem contribuído para fortalecer a conscientização ambiental entre os moradores da região.

“Que nós continuemos levando esse trabalho muito além. Que isso possa fazer outras pessoas verem que realmente vale a pena viver. Viver e cuidar, zelar pela natureza”, completou.

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