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Mais de 200 casos de intoxicação por maré vermelha são investigados em AL e PE

O fenômeno é causado pelo crescimento excessivo de algas que podem liberar toxinas

Escrito por
Redação
February 05, 2024
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Após registrar mais de 200 casos de intoxicação relacionados à maré vermelha no litoral norte de Alagoas, o Instituto de Meio Ambiente do Estado (IMA) informou que não encontrou novos pontos durante um sobrevoo realizado na última sexta-feira (2). Técnicos do instituto coletaram amostras de água do mar em trechos da praia de Carro Quebrado, em Barra de Santo Antônio, para análise.

Em Pernambuco, estado vizinho, mais de 270 pessoas, entre banhistas e surfistas, precisaram de atendimento médico após relatarem sintomas de intoxicação relacionados à maré vermelha, principalmente no litoral sul, entre Maracaípe e Tamandaré. A Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco (SES) está analisando prontuários dos pacientes que buscaram atendimento médico.

Em uma análise preliminar, a SES identificou 278 casos suspeitos nos prontuários do Hospital Municipal, e o número de casos poderá ser alterado até o final da investigação. A secretaria orienta a população a evitar a proximidade com os locais afetados e a ficar atenta a sinais como odor e coloração da água do mar, que podem indicar possíveis novos episódios.

MARÉ VERMELHA

A “maré vermelha” é um fenômeno causado pelo crescimento excessivo de algas que podem liberar toxinas. O IMA destaca que o aumento da temperatura, salinidade e excesso de nutrientes são fatores que contribuem para esse fenômeno.

Entre os principais sintomas de intoxicação estão enjoo, diarreia, irritação e secura nos olhos, além de falta de ar. O Instituto recomenda evitar recreação e banho em trechos do mar com coloração e odor diferentes.

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