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Mais de 112 mil pessoas vivem em áreas de risco geológico em Manaus, aponta pesquisa do SGB

Segundo a vice-presidente de Transporte do IMMU, Viviane Cabral, a operação foi planejada para oferecer transporte seguro e eficiente durante o evento

Escrito por Clara Gentil
27 de agosto de 2025
Foto: Kataryne Dias - Diário da Capital

Aproximadamente 112 mil pessoas vivem em setores classificados como de risco alto (R3) e muito alto (R4) para desastres como inundações, alagamentos, enxurradas, erosões e deslizamentos em Manaus. Os dados fazem parte de um levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB), divulgado nesta quarta-feira (27/8). 

Os dados detalhados do levantamento foram apresentados nesta quarta-feira (27/8), durante um evento na Superintendência Regional do SGB, na capital amazonense. O relatório foi entregue à Prefeitura de Manaus e à Defesa Civil do município, com o objetivo de subsidiar ações de prevenção e planejamento urbano.

Foto: Kataryne Dias – Diário da Capital

 

O estudo atualizado identificou 438 setores em situação de risco: 

– 362 classificados como risco alto;

– ⁠76 como risco muito alto. 

O novo mapeamento revela um crescimento significativo em relação ao levantamento anterior, realizado em 2019. Na época, cerca de 73 mil pessoas viviam em áreas com risco geológico elevado. Em 2025, esse número cresceu cerca de 53%.

Segundo o SGB, todas as zonas administrativas da capital apresentam setores de risco, com maior concentração nas zonas Leste e Norte, que reúnem o maior número de domicílios vulneráveis. Entre os bairros mais afetados, destacam-se:

– Jorge Teixeira;

– ⁠Cidade Nova;

– ⁠Gilberto Mestrinho;

– ⁠Alvorada;

– ⁠Mauazinho;

– ⁠Nova Cidade.

A expectativa é que as informações orientem políticas públicas mais eficazes para reduzir a exposição da população a eventos naturais extremos.

O pesquisador e geólogo Elton Andretta destacou que o agravamento da situação no município está relacionado principalmente ao crescimento das ocupações desordenadas

“Tivemos um aumento das áreas de risco devido à alta incidência de ocupações desordenadas na cidade. Esse problema já é disseminado no município e envolve desmatamento, cortes em aterros e ocupações nas margens dos igarapés, o que agrava a situação ao longo do tempo”, conclui. 

Elton Andretta — Foto: Diário da Capital

De acordo com dados da Defesa Civil, os maiores índices de ocorrências em Manaus aconteceram entre os meses de dezembro e abril, período marcado pelo aumento do volume de chuvas na capital amazonense. Nesse intervalo, os principais eventos registrados estão relacionados a fenômenos geológicos, como:

  • Deslizamentos;
  • Erosão fluvial;
  • Erosão continental.
Foto: Divulgação/SGB 

Já no caso dos riscos hidrológicos, a situação se agrava principalmente pela ocupação inadequada de áreas próximas a rios e igarapés, onde são construídas casas em locais sujeitos às maiores cheias do estado. Entre as ocorrências mais comuns estão as: 

  • Inundações;
  • Enxurradas;
  • Alagamentos.  
Foto: Divulgação/SGB 

Recomendações e intervenções

Para reduzir as ocorrências relacionadas a desastres naturais em Manaus, foram apresentadas sugestões que envolvem desde a necessidade de sinalização em áreas de risco até ações de capacitação da população sobre como agir em situações de emergência. Também foi destacada a importância de classificar as bacias hidrográficas com maior vulnerabilidade, a fim de priorizar intervenções e medidas de prevenção.

O secretário executivo de Proteção e Defesa Civil do município de Manaus, tenente-coronel Lima Júnior, reforçou que o plano de ação mais imediato busca proteger a população diante de eventos extremos, como enchentes e deslizamentos. Segundo ele, os dados levantados são fundamentais para a elaboração de políticas de prevenção e urbanização.

“Neste momento, estamos atuando de forma preventiva. Já estamos executando e atualizando o plano de contingência, trabalhando em parceria com o PMRE e com o SGB. Nosso monitoramento é constante, funciona 24 horas por dia, e estamos cada vez mais fortalecendo essa atuação para proteger a população”, destacou.

De acordo com o secretário, as ações da Defesa Civil envolvem mitigação, preparação, prevenção, resposta e restauração. Ele destacou ainda que as zonas Leste e Norte concentram as maiores áreas de risco da cidade, onde vivem mais de 70% da população exposta a esses perigos. Nesses casos, a Defesa Civil é a primeira a atuar, acionando posteriormente as demais secretarias para o atendimento à população. O contato para solicitar auxílio é feito pelo telefone 199.

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