Cidade

“Ladeira da Morte”: moradores denunciam insegurança e risco constante de acidentes no Santa Inês

Mesmo após serviços de sinalização e promessas de recapeamento, moradores afirmam que trecho da rua Q continua perigoso para motoristas e pedestres na zona Leste de Manaus

Escrito por Micaele Souza
19 de maio de 2026
Moradores denunciam insegurança e risco de acidentes na “Ladeira da Morte”, no Santa Inês - Foto: Micaele Souza/DC

Moradores da rua Q, conhecida popularmente como “Ladeira da Morte”, no bairro Santa Inês, zona Leste de Manaus, denunciam a insegurança e o risco frequente de acidentes no local. A via, marcada pelo trecho íngreme e estreito, preocupa motoristas, motociclistas e pedestres que circulam diariamente pela região.

Segundo relatos da população, a falta de segurança viária e o tráfego constante de veículos pesados agravam a situação. “Aqui é muito perigoso. Não tem sinalização adequada, não tem cuidado para a gente atravessar”, afirmou a moradora Abigail de Jesus.

O mecânico Edmundo Bandeira também relatou preocupação com a circulação de caminhões em alta velocidade. “Às vezes eles perdem o freio e acontecem os acidentes na ladeira”, disse. Moradores afirmam que o histórico de ocorrências no trecho reforça o clima de insegurança na área.

Em nota ao Diário da Capital, a Prefeitura de Manaus informou, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), que a rua recebeu serviços de implantação e revitalização da sinalização horizontal e vertical em março deste ano. Entre as medidas executadas estão faixas de pedestres, demarcações viárias e placas de regulamentação e advertência, principalmente nas proximidades da Escola Municipal José Garcia Rodrigues.

Apesar das intervenções, moradores afirmam que os problemas persistem e cobram novas medidas para reduzir os riscos de acidentes. O IMMU informou que o trecho segue sendo monitorado com vistorias periódicas para avaliar ações complementares.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou ainda que uma vistoria técnica identificou a necessidade de fresagem e recapeamento asfáltico, especialmente no trecho final da via, considerado o mais crítico devido ao desgaste provocado pelo intenso fluxo de veículos. O local já foi incluído no cronograma de asfaltamento da prefeitura.

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