Justiça

Justiça nega novo pedido de habeas corpus para mãe e irmão de Djidja Cardoso

Desembargadora do TJAM manteve prisões preventivas e afirmou que não há ilegalidade evidente que justifique soltura imediata

Escrito por Redação
24 de março de 2026
Foto: Reprodução

A desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), negou, no dia 13 de março de 2026, novos pedidos liminares de habeas corpus apresentados pela defesa de Cleusimar de Jesus Cardoso e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha Djidja Cardoso, encontrada morta em Manaus em 2024. Ambos permanecem presos desde o mesmo ano.

Os dois foram denunciados por captar, distribuir e utilizar de forma indiscriminada a substância alucinógena cetamina, de uso veterinário, também conhecida como ketamina. As investigações tiveram início após a morte de Djidja, ex-sinhazinha do Boi Garantido.

A defesa sustenta que os réus estão presos há 617 dias sob suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Segundo os advogados, o tempo de prisão é excessivo, principalmente após a anulação de uma condenação anterior, o que teria prolongado o processo sem responsabilidade da defesa.

Os defensores também argumentaram que as prisões estariam baseadas em justificativas genéricas, como a gravidade do crime, sem elementos concretos. De acordo com a defesa, a fase de produção de provas já foi encerrada, não havendo risco de interferência no andamento do processo. Com isso, foi solicitada a revogação das prisões preventivas ou a substituição por medidas cautelares, como monitoramento eletrônico.

Ao analisar o pedido, a desembargadora afirmou que decisões liminares em habeas corpus possuem caráter excepcional e só devem ser concedidas quando há indícios claros de ilegalidade. Segundo ela, neste momento inicial, não há elementos suficientes que justifiquem a soltura imediata dos investigados.

Com a decisão, os pedidos liminares foram negados. O caso ainda será analisado pelo colegiado do tribunal, após a coleta de informações da primeira instância e manifestação do Ministério Público. O mérito dos habeas corpus ainda não foi julgado.

Djidja Cardoso, empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido no Festival de Parintins, foi encontrada morta em 28 de maio de 2024, dentro de casa, em Manaus. O caso teve repercussão nacional e passou a ser investigado com foco em possíveis crimes relacionados a drogas, além de suspeitas de tráfico e associação para o tráfico.

Meses antes da morte, Djidja relatou que enfrentava um quadro de depressão. No dia 3 de fevereiro daquele ano, ao completar 32 anos, publicou nas redes sociais um vídeo comemorando a data com amigos e familiares, no qual afirmou: “Só tenho a agradecer, principalmente por ter passado e superado esses meses doente (depressão, gastrite, etc)”.

Djidja Cardoso tinha 32 anos e representou a personagem sinhazinha da fazenda pelo Boi Garantido entre 2016 e 2020, durante o Festival Folclórico de Parintins.

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