Política

Janela partidária acelera trocas de siglas e define lados na disputa pelo governo do Amazonas

Deputados e lideranças políticas usam período de migração partidária para reposicionar forças e consolidar alianças para 2026

Escrito por Rosianne Couto
8 de março de 2026
A janela partidária abre espaço para rearranjos políticos e definição de alianças no Amazonas - Foto: Divulgação

A abertura da chamada “janela partidária”, iniciada nesta semana, intensificou as articulações políticas no Amazonas e colocou deputados e lideranças regionais em movimento para definir suas posições no xadrez eleitoral de 2026. O período permite que parlamentares troquem de partido sem risco de perder o mandato, o que costuma provocar uma reorganização estratégica das bancadas e das alianças políticas.

Um dos movimentos mais visíveis ocorreu no MDB, comandado no estado pelo senador Eduardo Braga, que promoveu um ato de filiação reunindo nomes de peso da política amazonense, entre eles o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto, além dos deputados federais Adail Filho e Saullo Vianna. A estratégia busca ampliar a base da legenda para as eleições e fortalecer a presença do partido nas disputas legislativas e majoritárias.

Outras lideranças ainda avaliam seus destinos partidários. O deputado federal Pauderney Avelino, por exemplo, afirmou que deve aguardar o fim do prazo da janela para decidir a nova filiação, sinalizando que as negociações continuam em curso nos bastidores políticos. É provável que ele migre para o PSD, de Omar Aziz, que está semana ganhou a adesão do deputado estadual Rozenha, por exemplo.

No cenário local, a migração partidária funciona como um termômetro antecipado das alianças para o governo estadual. Ao escolherem novas siglas, deputados e lideranças também indicam quais projetos políticos pretendem apoiar, seja em torno da pré-candidatura de Omar Aziz, do possível projeto de David Almeida (Avante) ou de outras chapas que começam a ganhar forma no Amazonas.

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