Economia

Inteligência artificial pode ampliar produção de potássio em Autazes, no Amazonas

Testes iniciais indicam que tecnologia pode melhorar o aproveitamento do minério utilizado na fabricação de fertilizantes agrícolas

Escrito por Redação
17 de outubro de 2026
Testes com inteligência artificial no Projeto Potássio Autazes indicam potencial para melhorar o aproveitamento do minério - Foto: Reprodução

O uso de inteligência artificial pode aumentar a eficiência da produção de potássio no município de Autazes, no interior do Amazonas. Testes realizados no Projeto Potássio Autazes indicam que a tecnologia permite separar cerca de 20% do minério com menor concentração do mineral antes do processamento, o que pode ampliar o aproveitamento da matéria-prima e prolongar a vida útil da mina, segundo a empresa Brazil Potash.

Os experimentos foram conduzidos em parceria com a empresa de engenharia ERCOSPLAN, utilizando um sistema de separação por transmissão de raios X (XRT), combinado com inteligência artificial. Durante os testes, uma amostra com aproximadamente 13% de cloreto de potássio (KCl) atingiu concentração de 27%, enquanto o material descartado apresentou teores entre 1% e 2%.

Apesar dos resultados, a Brazil Potash ressalta que os testes foram realizados em pequena escala e ainda não representam o desempenho da tecnologia em uma operação comercial. A empresa prevê novos estudos técnicos e econômicos após o início da produção para avaliar a viabilidade de implantação do sistema.

O potássio é uma das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes agrícolas, essenciais para o desenvolvimento das plantas e a produtividade das lavouras. O mineral contribui para o crescimento das raízes, a resistência a condições climáticas adversas e a qualidade dos alimentos produzidos.

Como o Brasil depende principalmente de importações para abastecer o mercado de fertilizantes potássicos, o Projeto Potássio Autazes é apresentado como uma alternativa para ampliar a oferta nacional do mineral. A eventual adoção da inteligência artificial poderá contribuir para melhorar o aproveitamento das reservas, desde que sua viabilidade seja confirmada em estudos posteriores.

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