Um homem de 51 anos foi preso em flagrante após matar o filho de 3 anos com veneno de chumbinho, e agredir a ex-companheira, mãe da criança. Os crimes aconteceram no município de Japurá, distante 744 quilômetros de Manaus.
De acordo com a polícia civil, a mulher manteve um relacionamento de 8 anos com o agressor. Ele não aceitava o término da relação, e ameaçava matar o próprio filho por vingança, depois tirar a própria vida.
Segundo o delegado geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, o homem também chegou a ingerir o veneno, mas sobreviveu.
“Ao que tudo indica, esse pai tirou a vida do filho por envenenamento. O próprio pai fez uso da substância, mas foi socorrido e não corre o risco de perder a vida. A ex-companheira foi agredida com um soco que quebrou alguns dentes e fez um ferimento na parte inferior do lábio que vai deixar uma lesão permanente”, disse.
Dia do crime
O crime aconteceu na noite de domingo. A mãe da criança viu o pai em uma praça, ingerindo bebida alcoólica, e ao questionar foi agredida. A mulher buscou atendimento médico, e foi quando a polícia foi acionada.
O delegado de Japurá, Jandervan Rocha detalhou os fatos do dia do crime.
“Nos dirigimos ao hotel onde ele estava com o filho, foi necessária uma entrada forçada. Ele foi encontrado abraçado com o filho, e confirmou ter agredido a ex-companheira. Ele foi preso, mas passou mau e foi levado a um hospital. Chegando lá, encontramos a criança, com os mesmos sintomas. O médico comunicou que se tratava de um envenenamento”, explicou.
A equipe de polícia foi até o hotel, onde foram encontrados indícios de envenenamento, como um copo com substância de que possivelmente se tratava de chumbinho.
O perito Sérgio Machado, que acompanhou o caso, falou dos sintomas comuns após a ingestão da substância, e destaca o que poderia ter sido crucial para salvar a vida da criança.
“Foi relatado sudorese (excesso de suor, palidez, dor abdominal, muito enjoo, vômitos, crises convulsivas, arritmia cardíaca e muita secreção pelo trato respiratório. Quanto mais precoce o atendimento, mais chances de a vítima ser salva, porém, infelizmente, o mais comum é a fatalidade”, contou.
