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Governo Federal exclui 603 mil mortos do Cadastro Único

Entre os nomes excluídos, 21 ainda estavam recebendo pagamentos do Bolsa Família mesmo após terem falecido

Escrito por
Redação
February 07, 2024
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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou ao jornal GloboNews que removeu do Cadastro Único do Governo Federal, ao longo de 2023, um total de 603 mil pessoas que já haviam falecido há mais de um ano. Essas exclusões ocorreram como parte de uma revisão cadastral dos programas sociais, visando garantir o uso correto dos recursos públicos.

O CadÚnico é a porta de entrada para diversos programas sociais do Governo, incluindo o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Tarifa Social de Energia Elétrica. Entre as pessoas excluídas, 21 ainda estavam recebendo pagamentos do Bolsa Família mesmo após terem falecido. O Ministério não informou a quantia que estava sendo paga a essas pessoas.

A revisão cadastral teve início em março de 2023, após indícios de irregularidades nos programas sociais, como o aumento de beneficiários em anos eleitorais e o pagamento a pessoas que não atendiam aos critérios exigidos. Além das exclusões de pessoas falecidas, ao longo do ano passado, foram cortadas do programa 1,7 milhão de famílias unipessoais, que consistem em uma única pessoa.

Para 2024, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social estabeleceu a meta de atualizar cadastralmente cerca de sete milhões de beneficiários do Bolsa Família. Passarão pela revisão as famílias com dados desatualizados, inconsistências na renda ou composição familiar declarada, e divergências nas informações fornecidas ao CadÚnico.

Atualmente, têm direito ao Bolsa Família pessoas cuja renda per capita familiar seja de no máximo R$ 218, e que estejam inscritas no CadÚnico com os dados atualizados conforme o calendário estabelecido pelo Governo.

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