Economia

Governo e indústria articulam bioeconomia como complemento ao Polo Industrial

Discussão reúne setor produtivo e governo estadual para impulsionar projetos voltados à diversificação econômica e ao uso sustentável de insumos regionais

Escrito por Redação
3 de março de 2026
O encontro reuniu o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus (Siam), Pedro Monteiro, e o empresário Sérgio Band Foto: Bruno Leão / Sedecti

A bioeconomia tem ganhado espaço nas discussões sobre o futuro do desenvolvimento econômico do Amazonas como atividade complementar ao Polo Industrial de Manaus (PIM). O tema foi debatido nesta terça-feira (3), durante reunião entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e representantes do setor industrial alimentício.

O encontro reuniu o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, o presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus (Siam), Pedro Monteiro, e o empresário Sérgio Band, com foco na apresentação de iniciativas industriais e projetos voltados à bioeconomia, incluindo propostas da empresa Virrosas para agregação de valor a insumos regionais e fortalecimento da cadeia produtiva local.

Segundo o governo estadual, a estratégia está alinhada ao Plano Estadual de Bioeconomia, que busca ampliar a participação de produtos regionais na economia, estimular a geração de emprego e consolidar novas oportunidades de negócios a partir da biodiversidade amazônica.

“A bioeconomia é uma das grandes vocações do Amazonas. O que o Governo busca é organizar esse potencial, dar segurança jurídica e criar um ambiente favorável para que projetos consistentes, com viabilidade técnica e geração de emprego, possam se desenvolver com responsabilidade e dentro da legalidade”, afirmou o secretário Serafim Corrêa.

Representantes do setor produtivo avaliam que a bioeconomia pode contribuir para a interiorização do desenvolvimento econômico e para a diversificação das atividades produtivas do estado, tradicionalmente concentradas no modelo industrial da Zona Franca.

“Houve consenso de que a bioeconomia se consolida como complemento estruturante inserido no Polo Industrial de Manaus. Ao lado de outras frentes estratégicas em desenvolvimento no estado, como o avanço do gás natural e o fortalecimento da estrutura portuária, com impactos na logística fluvial e no transporte de grãos, contribui para diversificar as matrizes econômicas do Amazonas e fortalecer sua base produtiva”, destacou o presidente do Siam, Pedro Monteiro.

A discussão integra um conjunto de iniciativas voltadas à ampliação das alternativas econômicas do estado, combinando inovação, uso sustentável de recursos naturais e integração entre poder público e iniciativa privada.

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