Cultura

Globo exibe documentário sobre os 30 anos dos Mamonas Assassinas enquanto homenagens relembram legado da banda

Especial reúne imagens inéditas do grupo e marca três décadas do acidente aéreo que encerrou a trajetória meteórica do fenômeno musical brasileiro

Escrito por Redação
2 de março de 2026
Banda nascida na cidade de Guarulhos, em São Paulo, se tornou célebre por misturar rock pesado com vários estilos musicais

Trinta anos após a morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas, a TV Globo exibe nesta segunda-feira (2) um documentário especial que revisita a trajetória da banda que se tornou um dos maiores fenômenos da música brasileira nos anos 1990. A produção vai ao ar na sessão “Tela Quente”, por volta das 22h10 (horário de Manaus), logo após o Big Brother Brasil.

Intitulado “Mamonas – Eu Te Ai Love Iú”, o filme reúne materiais raros, incluindo gravações caseiras em fitas VHS, bastidores, ensaios e momentos inéditos registrados ao longo dos poucos meses de carreira do grupo formado por Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec.

Produzido por Anelise Franco, o documentário busca apresentar diferentes aspectos da personalidade e da convivência entre os integrantes. “Eu acho que vai lembrar para quem viveu e vai apresentar para quem não viveu cinco meninos muito iluminados”, disse a produtora em entrevista ao Fantástico. “Eles não tinham vícios, eles não bebiam, eles não fumavam, eles eram meninos muito puros nas brincadeiras, no modo de se relacionar”, completou Anelise.

O especial já havia sido exibido anteriormente no “Cine BBB”, para participantes do reality show, e agora chega à programação aberta como parte das homenagens que marcam as três décadas da morte da banda.

Exumação reacende interesse pela história

A proximidade da data também foi marcada por um episódio recente envolvendo os integrantes do grupo. No dia 23 de fevereiro, os corpos dos músicos foram exumados no Cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos (SP), cidade onde nasceram e iniciaram a carreira artística.

Jaqueta cor de rosa foi retirada do túmulo do vocalista Dinho e estava intacta, mesmo depois de 30 anos

A cerimônia ocorreu de forma reservada, com acesso restrito a familiares e portões fechados ao público. Durante o procedimento, uma jaqueta encontrada sobre o caixão do vocalista Dinho chamou a atenção por permanecer intacta após quase 30 anos.

À TV Globo, o CEO da marca Mamonas Assassinas explicou a origem do objeto. “O que sabemos é que essa jaqueta foi jogada por uma pessoa da equipe dos Mamonas e não pela então namorada, a Valéria. Estava sobre o caixão, na parte de cima, e encontramos ela intacta mesmo”, afirmou.

Homenagens de fãs e memória preservada

A banda continuou gigante mesmo após o fim. Até hoje são mais de 2 milhões de acessos mensais nas plataformas digitais

A data também mobilizou manifestações de fãs nas redes sociais e homenagens que reforçam a permanência do grupo na cultura pop brasileira. Entre elas, uma publicação feita por Valeria Zoppello, que manteve relacionamento com Dinho à época do sucesso da banda, destacou a relação construída com o público ao longo das décadas.

Namorada do Dinho à época, Valéria Zoppello relembrou o grande amor em post nas redes sociais

“Fico plena de gratidão por cada palavra que recebo, cada ‘eu te amo’, cada mensagem de afeto”, escreveu. Em outro trecho, ela ressaltou o alcance geracional da música do grupo: “Amor passado de geração pra geração. Tem algo mais mágico e verdadeiro do que isso?”

A publicação também relembrou a convivência com os integrantes e a continuidade do carinho dos admiradores desde o acidente. “Recebo e sinto o amor de todos há 30 anos! Sempre me enviando palavras de incentivo, de alegria, de amor.”

O acidente que marcou o país
Os Mamonas Assassinas morreram em 2 de março de 1996, após um show em Brasília, quando o Learjet 25D que levava a banda para Guarulhos colidiu com a Serra da Cantareira durante a aproximação para pouso. Todos os ocupantes da aeronave morreram no acidente, cuja investigação apontou a exaustão do piloto como causa principal.

O jato Learjet 25D, que levava a banda para Guarulhos colidiu com a Serra da Cantareira. Ninguém sobreviveu

Com apenas um álbum lançado em 1995, o grupo vendeu mais de 3 milhões de cópias em poucos meses e alcançou projeção nacional com músicas de humor irreverente e linguagem popular. A trajetória artística teve início em 1989, ainda sob o nome Utopia, antes da reformulação que deu origem ao fenômeno musical.

Três décadas após o acidente, o legado dos Mamonas Assassinas permanece presente entre diferentes gerações, impulsionado por novas produções audiovisuais, homenagens e pela permanência das músicas do grupo no imaginário popular brasileiro.

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