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Funcionário transfere mais de R$ 130 milhões em golpe com deepfake em Hong Kong

Autoridades alertam para o aumento desse tipo de golpe na região

Escrito por
Redação
February 07, 2024
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Um funcionário do departamento financeiro de uma multinacional em Hong Kong transferiu mais de US$ 25 milhões para golpistas após ser enganado por uma deepfake do seu chefe durante uma videoconferência falsa. A fraude, ocorrida em janeiro, foi revelada pelas autoridades locais no último domingo (4).

Segundo a polícia de Hong Kong, o colaborador foi convidado a participar da reunião online na qual estariam, supostamente, o líder do setor financeiro (CFO) da companhia, e outros colegas de trabalho. No entanto, o homem era a única pessoa real no chat - os demais participantes foram gerados por inteligência artificial.

Na conversa, o suposto CFO solicitou ao trabalhador que fizesse 15 transferências para cinco contas bancárias em um total equivalente a mais de R$ 125 milhões pela cotação do dia. Inicialmente desconfiado, ele se convenceu de que conversava com o chefe após outras “pessoas” entrarem na reunião virtual.

O funcionário só descobriu que havia sido alvo de golpistas após entrar em contato com a sede da corporação. Nomes e outras informações da empresa e da vítima envolvida no primeiro golpe de videoconferência deepfake em Hong Kong não foram revelados.

Conforme a investigação do caso, os autores da fraude teriam tido acesso a vídeos reais de videoconferências anteriores da empresa. Em seguida, aproveitaram ferramentas de IA para adicionar vozes falsas às pessoas que aparecem nas imagens, na tentativa de enganar a vítima.

As autoridades alertaram que esse tipo de golpe tem crescido em Hong Kong, onde seis acusados de usarem a tecnologia em atividades criminosas acabaram presos nas últimas semanas. Além disso, foram registradas pelo menos 20 tentativas de uso de deepfakes para enganar softwares de reconhecimento facial na região.

Verificar informações junto aos canais oficiais de comunicação da empresa é uma das medidas para evitar cair no golpe da videoconferência de deepfake, como destacou a polícia local. Além disso, também é válido fazer perguntas para confirmar se as pessoas que estão participando de reuniões online suspeitas são reais.

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