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‘Fito’: fugitivo mais perigoso do Equador deixa o país em estado de guerra

Ele liderava a gangue criminosa Choneros, sendo considerado o chefe de uma organização composta por cerca de 8.000 membros

Escrito por
Thiago Freire
January 10, 2024
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Adolfo Macías, conhecido como “Fito”, tornou-se o fugitivo mais perigoso do Equador após sua audaciosa fuga da prisão. Ele liderava a gangue criminosa Choneros, sendo considerado o chefe de uma organização composta por cerca de 8.000 membros.

Pouco se sabe sobre o passado humilde de Fito como taxista, mas sua ascensão criminosa o levou ao comando da gangue nos anos 1990. O governo equatoriano classifica Fito como um "criminoso com características extremamente perigosas".

Sua fuga foi notada durante uma operação policial na Prisão Regional de Guayaquil, onde ele exercia um significativo controle interno. Deixando para trás uma prisão adornada com imagens que o exaltavam, armas, dólares e leões, Fito escapou horas antes da intervenção policial.

Fito, que se formou em direito na prisão, assumiu o comando dos Choneros em 2020, sucedendo a antecessores mortos. Sua liderança foi marcada pela fragmentação da gangue, levando a lutas internas com grupos dissidentes.

A ascensão do novo chefe foi acompanhada pela fragmentação da gangue. Até a morte do antigo líder, Rasquiña, o grupo havia absorvido grande parte das organizações menores da região, que depois começaram a rebelar-se contra a gangue dominante.

Além de suas atividades criminosas, os Choneros usam as redes sociais para se apresentarem como benfeitores ao estilo de Robin Hood, produzindo vídeos que exaltam o narcotráfico e ameaçando jornalistas.

O governo acredita que Fito pode ter escapado para evadir uma transferência para uma prisão de segurança máxima, ordenada após o assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio. A operação de transferência resultou em protestos de outros detentos.

Com uma história marcada por fugas anteriores, Fito é agora o epicentro de uma crise no Equador, com confrontos, rebeliões em prisões e uma atmosfera de insegurança generalizada.

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