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Filipe Luís destaca atuação do Flamengo e lamenta chances perdidas em empate com o Atlético-MG

Técnico elogia entrega da equipe, reforça confiança para a final da Libertadores e garante que elenco segue focado apenas no próprio desempenho

Escrito por Redação
26 de novembro de 2025
Flamengo construiu uma vantagem sólida na reta final do Campeonato Brasileiro — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

O técnico Filipe Luís avaliou positivamente a atuação do Flamengo no empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, nesta terça-feira (25), na Arena MRV, pela 36ª rodada do Brasileirão. A igualdade impediu que o Rubro-Negro confirmasse o título antecipado antes da final da Libertadores, mas o treinador destacou o desempenho da equipe e lamentou as oportunidades perdidas.

“O time fez um bom jogo. A verdade é que não é fácil pressionar o Atlético-MG. Conheço bem o Sampaoli, trabalhamos juntos no Flamengo, sei como ele trabalha a parte ofensiva, como a equipe dele cria, e é muito difícil tirar a bola do Atlético. É verdade que eles vêm de uma prorrogação, mas meus jogadores estão com muita confiança, estão num grande momento, e queríamos de qualquer maneira tentar vencer esse jogo que era muito importante para a gente”, afirmou.

O treinador reconheceu que o gol sofrido complicou o cenário, mas elogiou a postura do time. “Com o erro nosso eles fizeram um gol, e tudo ficou muito mais difícil. Tivemos chances e a bola… daqueles dias em que a bola não quer entrar. Então eu, como treinador, acredito que o time encontrou os espaços, encontrou as vantagens, conseguiu gerar perigo, os jogadores tentaram a todo momento. No momento, furar essa defesa em bloco baixo do Atlético, que tem jogadores qualificados, tem grandes zagueiros, e no final a trave impediu. Então, empatamos o jogo no final, não foi suficiente para vencer, mas, pelo menos, vi essa entrega, esse esforço dos meus jogadores e uma boa atuação”, analisou o técnico.

Durante a entrevista, Filipe Luís afirmou que não estava acompanhando o resultado de Grêmio x Palmeiras, partida que afetava diretamente a disputa pelo título.

“Não sabia (do resultado). Como falei antes do jogo, não nos importamos com o que acontece do outro lado. Nós só dependemos da gente. Torcedores gritaram em algum momento, todos imaginaram que poderia ser gol do Grêmio, mas nós só dependemos de nós mesmos, não dos outros. Esse era o foco e o que tentei passar para os jogadores, que estivessem a todo momento com a cabeça dentro do campo”, concluiu. 

Confira outros trechos da coletiva

Bruno Henrique

“Eu sempre acreditei nele. Muitas vezes, as fases do jogador geram dúvidas ao torcedor, à imprensa, mas eu nunca deixei de acreditar. É um jogador determinante, histórico desse clube. Está num grande momento físico e mental e chega talvez no seu melhor momento para grande final”

Técnico Filipe Luís mantém os pés no chão e agora foca na final da Libertadores — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Jogadores pediram para jogar?

“Todos os jogadores, durante a semana, eu converso. Depois temos uma equipe que analisa como eles estão no nível de recuperação. Todos se colocaram à disposição para jogar a partida de hoje. Estavam focados em vencer. Sabíamos da importância de vencer esse jogo. Mas eu sabia de jogadores que se recuperam mal. O Jorginho não era recomendado começar o jogo. Varela, Alex Sandro, Arrasca, Bruno (Henrique) tinham a mesma recomendação. E sim, entrar. Se eles não tivessem jogado hoje (ontem), teriam treinado com uma carga parecida com o que foi o jogo de hoje”.

Lições recentes

“O time vem fazendo um campeonato de uma forma impecável. Claro que existem jogos ruins dentro de uma maratona de jogos onde não temos descanso, mas eu tenho um elenco muito qualificado e muito forte que me permite fazer trocas para lutar por essas competições”.

Pontos a melhorar para a final da Libertadores

“Todo jogo deixa um caminho, uma guia para entendermos o que precisamos melhorar, individualmente e em vários setores… Recuperamos o nível já contra o Bragantino. Hoje, mesmo com uma equipe alternativa, a equipe conseguiu entender bem a forma de atacar e esperar os momentos certos. Em nenhum momento vi o time ansioso como vi contra o Fluminense.”

Sentimento ao voltar a disputar uma final

“Nesse momento, a única coisa é preparar esse jogo da melhor maneira possível para os jogadores e dar o caminho muito claro para eles, do que precisam fazer em campo para tentar vencer.”

Pressão e expectativa

“O ‘pode’ não é o ‘fez’. Ainda falta muito… Quanto mais pressão, quanto mais as coisas são difíceis, mais eu desfruto desse trabalho. O difícil vai ser um dia não estar vivendo esse momento que estamos agora. É um privilégio viver essas duas finais que virão pela frente.”

Avaliação de Emerson Royal

“Na fase ofensiva, não tinha muita facilidade porque o Atlético-MG defende em linha de cinco. Na fase defensiva, algumas vezes ele sofreu. Isso temos que melhorar, ele tem que evoluir. A fase defensiva é o número 1 para um lateral. Ele tem que defender bem. O meu trabalho é fazer ele crescer nessa individualidade.”

Logística para a final em Lima

“Tivemos várias reuniões para montar a melhor estratégia para viajar para Lima. Pensamos que, depois do jogo de hoje, era importante todos os jogadores voltarem para casa, dormirem com suas famílias, se despedirem das suas crianças, renovar as energias e também (estar) na frente da torcida. Achamos que era muito importante viver esse momento e agora começamos a desfrutar desse grande momento que é a final da Libertadores.”

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