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Expresso Oeste: proposta de Maria do Carmo para Manaus ainda terá de provar viabilidade

Candidata ao Governo do Amazonas apresentou prévia das propostas, mas projeto de 11 quilômetros pela orla ainda depende de detalhamento técnico, ambiental e financeiro

Escrito por Redação
13 de agosto de 2026
Maria do Carmo apresentou a Expresso Oeste como uma das principais propostas para a mobilidade de Manaus - Foto: Thiago Poncio/ Assessoria

A candidata ao Governo do Amazonas pela coligação “Mudar é Urgente”, Maria do Carmo (PL), apresentou nesta quarta-feira (12/8), durante encontro na Associação Comercial do Amazonas (ACA), uma prévia do plano de governo. O documento completo deve ser divulgado nos próximos dias e, segundo a candidata, terá como eixos planejamento, execução de projetos e descentralização dos serviços públicos.

Entre as principais propostas está a Expresso Oeste, uma nova ligação viária de aproximadamente 11 quilômetros entre a região da Ponta Negra e o Centro, passando pela área de Aparecida e acompanhando a orla de Manaus. Maria do Carmo afirma que o projeto pretende melhorar a mobilidade e ampliar o potencial turístico da região. Segundo ela, a proposta já possui previsão orçamentária e estudos sobre possíveis fontes de recursos.

Expresso Oeste, proposto pela candidata, levanta dúvida sobre custo e impacto urbano – Foto: Divulgação

A proposta, porém, ainda precisará apresentar detalhes que permitam avaliar sua viabilidade. O Plano de Mobilidade Urbana de Manaus já prevê o eixo Oeste–Centro e aponta que a ligação entre Ponta Negra e o Centro é atualmente atendida por vias existentes, como as avenidas Coronel Teixeira, Brasil e Álvaro Maia. Assim, uma nova intervenção de 11 quilômetros exigirá estudos que demonstrem a demanda, o ganho efetivo de mobilidade, o impacto sobre o trânsito e a relação custo-benefício da obra.

Outro ponto que deverá ser esclarecido é o impacto urbano e ambiental de uma intervenção de grande porte na orla. O planejamento urbano de Manaus estabelece diretrizes de proteção e valorização das áreas próximas aos rios Negro e Amazonas, o que torna necessários estudos de traçado, licenciamento, eventuais desapropriações e integração com as áreas já urbanizadas.

Divisão do Estado

Para o interior, Maria do Carmo propôs dividir o estado em seis polos regionais, com estruturas em São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Eirunepé, Tefé, Humaitá e Itacoatiara.

A candidata também defendeu hospitais regionais, reforço da segurança pública e a transformação gradual das escolas estaduais em unidades de ensino em tempo integral.

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