Uma viagem pela história da humanidade, com direito a realidade virtual, realidade aumentada, recursos interativos e registros arqueológicos. Essa é a proposta da exposição Arte Rupestre e Realidade Virtual, realizada pelo Sesc Amazonas e aberta ao público na Galeria de Artes Moacir Andrade, no Sesc Centro, em Manaus.
A exposição segue aberta gratuitamente até 29 de agosto, na rua Henrique Martins, 427, no Centro. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, e aos sábados, das 9h às 12h.
A mostra utiliza tecnologias como realidade virtual e realidade aumentada para apresentar documentários, fotografias e experiências imersivas relacionadas a três importantes sítios arqueológicos brasileiros: Serra da Capivara, no Piauí; Peruaçu, em Minas Gerais; e Monte Alegre, no Pará.
Entre as atrações está uma experiência em realidade virtual que permite ao visitante simular uma visita a uma caverna com desenhos e inscrições rupestres, aproximando o público de registros que ajudam a contar a história da presença humana no continente americano.
Para o turismólogo Evanilson dos Santos, a possibilidade de interagir com os conteúdos é um dos destaques da mostra.
“Tem ali uma parte em 3D, e você consegue ter essa interação e saber um pouco mais sobre as teorias da história da humanidade, de como chegamos na América, que é o meu favorito, de realidade virtual, que você tem a possibilidade de estar no cenário, conhecer nossos ancestrais e contar um pouco dessa história, sentir na pele, enxergar como eram as populações há milhares de anos atrás”.
Mapa Interativo
Além dos óculos de realidade virtual, a exposição conta com um mapa interativo em realidade aumentada, que apresenta movimentos migratórios relacionados à ocupação das Américas. O percurso também reúne minidocumentários e registros fotográficos produzidos nos três sítios arqueológicos.
A proposta é aproximar principalmente as novas gerações da arte rupestre brasileira, considerada um dos registros mais antigos da presença humana no continente americano, além de estimular uma reflexão sobre a necessidade ancestral do ser humano de produzir arte e preservar sua memória.
De acordo com o professor do Sesc Ciência, Airton Bruno, a iniciativa contribui para aproximar o público de temas ligados à ciência, cultura e história.
“Ter uma exposição como essa, numa grandiosidade é muito importante, primeiro que vai mostrar um pouco sobre a história, a ciência, a cultura e principalmente manifestações artísticas dos nossos antepassados”.
O monitor Felipe Branches explica que os visitantes também podem explorar os recursos tecnológicos disponíveis durante o percurso.
“Aqui elas podem encontrar minidocumentários sobre a Serra da Capivara e a chegada do homem às Américas, assim como o mapa de migrações humanas em realidade virtual. Nós temos um tablet interativo, que elas podem manusear esse tablet e conhecer essas teorias, assim também como temos nossa realidade virtual, nossos óculos, onde as pessoas poderão entrar numa caverna, ver a arte rupestre mais de perto e descobrir um pouco mais da nossa história”.
O público pode ter contato, de forma interativa, com registros arqueológicos que ajudam a compreender as origens e os deslocamentos dos primeiros habitantes das Américas.
