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Exposição gratuita une arte rupestre e realidade virtual em experiência imersiva no Sesc Centro

Mostra apresenta registros arqueológicos de três importantes sítios brasileiros e propõe uma viagem pela história dos primeiros habitantes das Américas

Escrito por Rebeca Beatriz
27 de agosto de 2026
Exposição permanece em cartaz até 29 de agosto, na Galeria de Artes Moacir Andrade, no Sesc Centro – Foto: Walber Breno/ DC

Uma viagem pela história da humanidade, com direito a realidade virtual, realidade aumentada, recursos interativos e registros arqueológicos. Essa é a proposta da exposição Arte Rupestre e Realidade Virtual, realizada pelo Sesc Amazonas e aberta ao público na Galeria de Artes Moacir Andrade, no Sesc Centro, em Manaus.

A exposição segue aberta gratuitamente até 29 de agosto, na rua Henrique Martins, 427, no Centro. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, e aos sábados, das 9h às 12h.

A mostra utiliza tecnologias como realidade virtual e realidade aumentada para apresentar documentários, fotografias e experiências imersivas relacionadas a três importantes sítios arqueológicos brasileiros: Serra da Capivara, no Piauí; Peruaçu, em Minas Gerais; e Monte Alegre, no Pará.

Entre as atrações está uma experiência em realidade virtual que permite ao visitante simular uma visita a uma caverna com desenhos e inscrições rupestres, aproximando o público de registros que ajudam a contar a história da presença humana no continente americano.

Para o turismólogo Evanilson dos Santos, a possibilidade de interagir com os conteúdos é um dos destaques da mostra.

“Tem ali uma parte em 3D, e você consegue ter essa interação e saber um pouco mais sobre as teorias da história da humanidade, de como chegamos na América, que é o meu favorito, de realidade virtual, que você tem a possibilidade de estar no cenário, conhecer nossos ancestrais e contar um pouco dessa história, sentir na pele, enxergar como eram as populações há milhares de anos atrás”.

Mapa Interativo

Além dos óculos de realidade virtual, a exposição conta com um mapa interativo em realidade aumentada, que apresenta movimentos migratórios relacionados à ocupação das Américas. O percurso também reúne minidocumentários e registros fotográficos produzidos nos três sítios arqueológicos.

A proposta é aproximar principalmente as novas gerações da arte rupestre brasileira, considerada um dos registros mais antigos da presença humana no continente americano, além de estimular uma reflexão sobre a necessidade ancestral do ser humano de produzir arte e preservar sua memória.

De acordo com o professor do Sesc Ciência, Airton Bruno, a iniciativa contribui para aproximar o público de temas ligados à ciência, cultura e história.

“Ter uma exposição como essa, numa grandiosidade é muito importante, primeiro que vai mostrar um pouco sobre a história, a ciência, a cultura e principalmente manifestações artísticas dos nossos antepassados”.

O monitor Felipe Branches explica que os visitantes também podem explorar os recursos tecnológicos disponíveis durante o percurso.

“Aqui elas podem encontrar minidocumentários sobre a Serra da Capivara e a chegada do homem às Américas, assim como o mapa de migrações humanas em realidade virtual. Nós temos um tablet interativo, que elas podem manusear esse tablet e conhecer essas teorias, assim também como temos nossa realidade virtual, nossos óculos, onde as pessoas poderão entrar numa caverna, ver a arte rupestre mais de perto e descobrir um pouco mais da nossa história”.

O público pode ter contato, de forma interativa, com registros arqueológicos que ajudam a compreender as origens e os deslocamentos dos primeiros habitantes das Américas.

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