Cultura

Exposição celebra 10 anos de poéticas amazônicas do artista Paulo Holanda em Manaus

‘Tramas do Pertencer’ reúne obras que revisitam memórias afetivas, território e pertencimento na Galeria do Centro de Artes da Ufam

Escrito por Rebeca Beatriz
1 de fevereiro de 2026
Mostra fica em cartaz até o dia 27 de fevereiro, na Galeria do Centro de Artes da Ufam. Foto: Divulgação

Revisitar memórias afetivas, falar de pertencimento e território a partir de poéticas visuais inspiradas na Amazônia. É com esse propósito que acontece a exposição ‘Tramas do Pertencer: 10 anos de poéticas amazônicas’, do artista visual Paulo Holanda, em Manaus.

A mostra fica em cartaz até o dia 27 de fevereiro, na Galeria do Centro de Artes da Ufam, localizado na rua Monsenhor Coutinho, 724, Centro de Manaus, com entrada gratuita. O local funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, e não é necessário fazer agendamento antes.

O artista Paulo Holanda, que assina a obra, conta que o trabalho é resultado de uma jornada que se construiu em diálogo com as múltiplas Amazônias.

“Atravessando formas e materiais, da gravura à cerâmica, da fotografia ao têxtil e às tridimensionalidades que compõem este corpo de trabalho. Minhas referências surgem das experiências sensoriais e afetivas que carrego: os sons e as texturas das paisagens, as histórias que escuto, as comunidades que cruzam meu caminho e as tensões que marcam este vasto território. Cada obra é um fio que percorre memórias pessoais e coletivas, fazendo da arte um lugar de encontro e reflexão”, diz.

Paulo possui trabalhos nas áreas de cerâmica e fotografia têxtil. Ele é artista visual e curador independente. Doutor em Artes Visuais na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre interdisciplinar em Ciências Humanas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 

A exposição fala, acima de tudo, de território e pertencimento como sensação de estar vivo em um corpo que é tecido por histórias, raízes e atravessamentos. 

“É a tentativa de nomear aquilo que me habita e aquilo que me constitui enquanto artista e pesquisador: a Amazônia como pulsão, referência, desafio e potência”, conclui.

Curadoria

A curadoria da exposição é de Gustavo Machado, representante regional Centro-Oeste da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (Anpap). O curador propõe um percurso sensível pela produção de Paulo Holanda ao longo de uma década. A seleção das obras evidencia os diálogos entre memória, território e identidade, ressaltando os atravessamentos poéticos que constroem a pesquisa do artista.

“Esse momento é de celebração. Nesta exposição, Holanda aguça nossa atenção e nos convida a mergulhar em ambientes densos, amplos e exuberantes que compreendem as diversas Amazônias. As obras apresentadas partilham ancestralidade, narrativas, segredos, contação de histórias e preciosidades naturais que acendem poesias encantadas. Essa exposição é viva, orgânica e amazônica”, reforça Gustavo.

 Ao articular diferentes linguagens, materiais e temporalidades, a curadoria convida o público a perceber a Amazônia não como um lugar único e fixo, mas como um campo plural de experiências, narrativas e afetos em constante transformação.

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