Política

Ex-ministros do STF cobram investigação de denúncias e apontam “mais aguda crise” da Corte

Carta assinada por 13 ex-integrantes do Supremo pede sessão pública e apuração rigorosa de fatos que estariam abalando a confiança na instituição

Escrito por Redação
8 de setembro de 2026
Treze ex-ministros do STF pediram apuração rigorosa das denúncias que atingem integrantes da Corte - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Treze ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enviaram uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, cobrando uma apuração rigorosa das denúncias envolvendo integrantes do tribunal. No documento, eles classificam o momento como a “mais aguda crise” da história do Supremo e defendem que os fatos sejam discutidos publicamente pelo plenário.

Sem mencionar ministros ou episódios específicos, os ex-magistrados afirmam que a gravidade das informações divulgadas compromete o prestígio e a autoridade do STF. Para o grupo, as suspeitas também afetam a confiança da sociedade no Judiciário e podem colocar em risco a estabilidade das instituições democráticas.

A carta pede que Fachin convoque, com urgência, uma sessão pública para que o plenário determine a apuração dos fatos, respeitando o devido processo legal. Entre os signatários estão nomes como Ayres Britto, Celso de Mello, Ellen Gracie, Joaquim Barbosa, Nelson Jobim e Rosa Weber.

Em manifestação separada, Celso de Mello afirmou que integrantes do Supremo devem agir para impedir que suspeitas de irregularidades ou comportamentos considerados eticamente inadequados comprometam a credibilidade da instituição. O ex-presidente do STF também defendeu que autoridades públicas não podem usar o cargo como justificativa para deixar de prestar esclarecimentos à sociedade.

A manifestação ocorre em meio à repercussão de investigações envolvendo o Banco Master. Relatório da Polícia Federal identificou referências ao ministro Alexandre de Moraes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em dados obtidos a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Gonet, por sua vez, pediu a anulação do aprofundamento da investigação envolvendo Moraes, argumentando que a medida dependeria de autorização do plenário do STF.

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