Na madrugada desta sexta-feira (26/12), Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso no Paraguai ao tentar embarcar em um voo para El Salvador, no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção. A informação foi divulgada pelo G1.
De acordo com o jornal, a detenção ocorreu após ele ser abordado com um documento falso, em uma ação conjunta entre as autoridades paraguaias e a Polícia Federal brasileira. A prisão foi possível após o rompimento da tornozeleira eletrônica de Vasques, o que levou as autoridades a emitir alertas para países vizinhos.
Prisão
Vasques havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão por sua participação no planejamento de um golpe de Estado logo após as eleições de 2022. Ele foi acusado de integrar um grupo criminoso que buscou interferir no processo eleitoral, principalmente no Nordeste do país, por meio de ações coordenadas pela PRF. Além disso, Vasques já havia sido punido anteriormente por usar sua posição na corporação para promover a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, o que resultou em uma multa de mais de R$ 500 mil e outras sanções cíveis.
Apesar de ter sido preso em 2023, Vasques foi liberado sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, mas fugiu da vigilância, culminando em sua nova detenção no exterior.




