Educação

Enamed: avaliação aponta desempenho insatisfatório de faculdades particulares de Medicina em Manaus

Cursos que obtiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo Inep estão sujeitos a punições como restrição no acesso ao Fies

Escrito por Redação
19 de janeiro de 2026
Foto: Divulgação/ Internet

Duas faculdades particulares de Manaus tiveram desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A Universidade Nilton Lins e o Centro Universitário CEUNI-Fametro receberam conceito 1, a nota mais baixa da avaliação. As instituições fazem parte de uma lista de mais de 100 cursos de Medicina em todo o país que foram mal avaliados no exame, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (19/01), em Brasília. 

Cursos que obtiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), estão sujeitos a punições como restrição no acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e suspensão de vagas.

No mesmo levantamento, outros cursos de Medicina no Amazonas tiveram avaliação diferente: a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) alcançaram conceito 3, classificação considerada regular pelo Inep.

O Diário da Capital procurou as assessorias de comunicação da Universidade Nilton Lins e do Centro Universitário CEUNI-Fametro para comentar o resultado do exame, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para manifestações das instituições.

Curso com mensalidades elevadas

Um dado que chama atenção é o alto custo das mensalidades cobradas pelas instituições. De acordo com o site Sanarmed, as mensalidades do curso de Medicina giram em torno de R$ 7.191,67, em 2025, na Universidade Nilton Lins, e R$ 7.980,00, no mesmo ano, no Centro Universitário CEUNI-Fametro, valores que evidenciam o elevado investimento financeiro exigido dos estudantes para cursar a graduação.

Fonte: Sanarmed

Sobre a prova 

O Enamed é uma prova anual que avalia o desempenho dos estudantes de Medicina e a qualidade da formação oferecida pelas instituições de ensino superior. Ao todo, 351 cursos foram analisados em todo o país, e cerca de 30% ficaram na faixa considerada insatisfatória pelo Inep. O exame é utilizado como um dos instrumentos para monitorar a qualidade do ensino médico no Brasil e orientar políticas de regulação e supervisão dos cursos.

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