O mercado de trabalho do Amazonas registrou avanço no segundo trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua, do IBGE. Entre abril e junho, o estado alcançou 1,847 milhão de pessoas ocupadas, 85 mil a mais que nos três primeiros meses do ano, alta de 4,8%. A taxa de desocupação caiu de 8,3% para 7,5%, enquanto o nível de ocupação subiu de 54,9% para 56,9%.
O crescimento foi puxado, principalmente, pelo setor público e pelo emprego formal no setor privado. O número de empregados chegou a 1,117 milhão, alta de 5,4% no trimestre. Entre os trabalhadores do setor público, eram 327 mil, aumento de 9,8%. Já os empregados com carteira assinada no setor privado somaram 461 mil, avanço de 5,7%.
Apesar do resultado positivo na ocupação, a informalidade continua sendo um dos principais desafios. No segundo trimestre, 51,7% dos trabalhadores estavam nessa condição, o equivalente a 955 mil pessoas. O Amazonas ficou entre os estados com maiores taxas do país, atrás apenas de Maranhão e Pará.
O desempenho também foi desigual entre os setores. Enquanto administração pública, saúde, educação e serviços sociais cresceram 10,1% no trimestre e transporte, armazenagem e correio avançaram 14,8% em um ano, a indústria perdeu espaço. O setor passou de 238 mil para 206 mil trabalhadores entre junho de 2025 e junho de 2026, uma redução de 32 mil postos.
A renda média mensal ficou em R$ 2.771, queda de 2,4% em relação ao primeiro trimestre, quando era de R$ 2.840. Apesar do recuo, o valor ainda supera o registrado um ano antes, de R$ 2.554. Já a massa de rendimento dos trabalhadores chegou a R$ 4,781 bilhões, alta de 2,7% no trimestre e de 8,5% em 12 meses.
