Professores e estudantes de comunidades da Amazônia estão transformando a educação ao criar livros e jogos educativos inspirados na realidade local. Em Fonte Boa, a professora Paulenita Batalha liderou a produção do livro infantil “A História do Boto”, desenvolvido com alunos da comunidade São Lázaro a partir de relatos de pescadores e lendas regionais.
A iniciativa integra o projeto “Práticas Pedagógicas Inovadoras”, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que incentiva metodologias de ensino conectadas ao território. No processo, os estudantes participaram de todas as etapas, desde entrevistas com moradores até a escrita e ilustração das histórias, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a valorização cultural.
Experiências semelhantes ocorrem em outras regiões do estado. Em Carauari, na Reserva Extrativista Médio Juruá, o professor Antônio Figueiredo desenvolveu o “Jogo da Floresta”, atividade ao ar livre que ensina sobre sustentabilidade, biodiversidade e trabalho coletivo a partir da vivência dos alunos.

As práticas também incluem atividades culturais, como o “Cântico da Floresta”, inspirado na lenda do uirapuru, além de vivências com tradições indígenas e ribeirinhas. A proposta é integrar conhecimento teórico e saberes tradicionais, tornando o aprendizado mais dinâmico e significativo.
O projeto já impactou mais de 1,1 mil educadores em 11 municípios do Amazonas. Segundo a FAS, iniciativas que conectam ensino e território fortalecem a identidade local e contribuem para a formação de estudantes mais conscientes sobre a preservação da Amazônia.
