O senador Eduardo Braga (MDB-AM) defendeu a redução da taxa Selic e criticou os juros cobrados pelas instituições financeiras brasileiras, especialmente nas modalidades de crédito rotativo do cartão e cheque especial. Durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o parlamentar questionou a cobrança de taxas que, segundo ele, chegam a 500% e 350% ao ano, respectivamente, e cobrou medidas para proteger os consumidores.
Braga classificou os percentuais como abusivos e criticou a falta de limites mais rigorosos para determinadas operações de crédito. “O que não consigo entender é como o Brasil continua, de forma desavergonhada, com um financiamento de crédito rotativo de cartão de crédito a uma taxa de juros de 500% ao ano”, afirmou. O senador também relembrou cobranças feitas ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre os custos dessas modalidades.
Durante o pronunciamento, o parlamentar citou um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para destacar o impacto dos juros sobre famílias de baixa renda. Segundo Braga, consumidores em situação de vulnerabilidade recorrem ao cheque especial para custear despesas essenciais, como alimentação e medicamentos, agravando o endividamento.
O senador defendeu que o Congresso Nacional avance na discussão de um projeto de lei para limitar as taxas bancárias. Para ele, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional devem atuar no enfrentamento dos juros elevados e na construção de mecanismos que reduzam os custos do crédito para a população.
Nas redes sociais, Braga reforçou o posicionamento e afirmou que o cartão de crédito não pode se transformar em uma armadilha financeira para quem mais precisa. “Crédito precisa ser solução, não mais um problema na vida das pessoas”, publicou, ao defender medidas legislativas para conter cobranças consideradas excessivas.
