O Globoplay estreou na última quinta-feira (19) a série documental Andar na Pedra – A História do Raimundos, que apresenta depoimentos inéditos dos integrantes da banda e revisita a trajetória do grupo desde a formação, no fim dos anos 1980, até o auge nos anos 1990.
Produzida pela Ferrorama e dirigida por Daniel Ferro, a obra é composta por cinco episódios, disponibilizados simultaneamente na plataforma. O primeiro capítulo também poderá ser assistido gratuitamente, inclusive por não assinantes.
A produção aborda a ascensão do Raimundos, banda de Brasília que ganhou projeção nacional ao misturar elementos do forró com o rock, e se consolidou como um dos principais nomes do gênero no país. Ao longo da narrativa, o documentário também explora conflitos internos, rupturas e episódios marcantes vividos pelos integrantes.
“Foram dezenas de horas de conversas individuais. Cada integrante tinha seus medos, mágoas e expectativas. Meu objetivo era recontar essa história de uma vez por todas e fazer as pazes com o passado. Desde o início deixei claro que o documentário não seria um conteúdo chapa-branca da banda atual, mas um retrato honesto da história”, afirmou o diretor Daniel Ferro.
A série reúne depoimentos de membros originais, como Rodolfo Abrantes, Digão e Fred, além de registros de arquivo com Canisso, ex-baixista do grupo, que faleceu em março de 2023. A narrativa também incorpora falas de familiares, músicos e profissionais que acompanharam a trajetória da banda.
“O grande diferencial da série é reunir todos – integrantes, familiares, amigos e testemunhas –contando essa história juntos pela primeira vez. E de maneira profundamente pessoal e confessional”, disse Ferro.
Entre os participantes estão Adriana Toscano, viúva de Canisso, Alexandra Abrantes, esposa de Rodolfo, além de músicos como Dinho Ouro Preto, Tico Santa Cruz e Marco Britto. Jornalistas e apresentadores, como Serginho Groisman, também contribuem com análises sobre o impacto do grupo.
Segundo o diretor, a morte de Canisso durante a produção alterou o desenvolvimento do projeto. “O grande drama da produção aconteceu em março de 2023, quando, depois de mais de dois anos de trabalho, o Canisso faleceu. Isso mudou completamente a dinâmica do documentário. Felizmente já tínhamos gravado bastante com ele. Então, existe algo muito particular no documentário: vemos o Canisso vivo, refletindo sobre a própria história, enquanto a narrativa também precisa lidar com a sua morte. Isso acabou dando ao projeto uma dimensão ainda mais forte e emocional”, descreveu.
Para compor o conteúdo, a equipe utilizou material de arquivo, incluindo registros pessoais, reportagens e gravações inéditas da banda. “A colaboração de fotógrafos que acompanhavam a banda nos anos 90 e, em especial, de Canisso e sua esposa Adriana, que cederam caixas de fitas gravadas na estrada – muitas nunca digitalizadas –, revelou um verdadeiro tesouro de imagens e áudios inéditos. Quando esse material aparece junto com os depoimentos atuais, funciona como uma máquina do tempo. É como voltar 25, 30 anos – e isso dá uma força enorme para a narrativa”, pontuou o diretor Daniel Ferro.
A série tem direção, roteiro e produção executiva de Daniel Ferro, com produção de PV Cappelli, que também atua como assistente de direção. A direção de fotografia é assinada por Fernando Duarte.
