O prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante), tornou-se alvo de uma denúncia apresentada ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM). A representação questiona uma possível incompatibilidade entre o exercício de funções públicas e a participação societária do prefeito em uma empresa do setor de construção civil. As informações são da Revista Cenarium.
De acordo com documentos citados pela publicação, Renato Júnior detinha 49% das cotas da empresa Olimag Limitada, que passou a atuar no segmento de obras de urbanização em fevereiro de 2023. A mudança ocorreu no período em que ele comandava uma secretaria municipal responsável justamente por contratos relacionados à infraestrutura urbana.
A denúncia aponta ainda que, na condição de ordenador de despesas, Renato assinou contratos milionários durante a gestão da pasta, incluindo um acordo superior a R$ 119 milhões firmado por dispensa de licitação. A representação levanta suspeitas sobre possível conflito de interesses em razão da atuação simultânea no setor público e privado.
Outro ponto destacado no documento encaminhado ao MP-AM envolve a declaração de bens apresentada pelo prefeito em 2025. Segundo a denúncia, o documento não identificaria nominalmente as empresas das quais ele participava. A apuração também menciona a existência de uma estrutura societária formada por empresas interligadas por participações cruzadas.
Com a formalização da denúncia, o Ministério Público iniciou uma análise preliminar do caso. Nesta fase, os promotores avaliam se existem elementos suficientes para abertura de investigação formal. Caso sejam encontrados indícios consistentes, poderão ser solicitados documentos, oitivas e atuação de órgãos de controle.
Até o momento, Renato Júnior não se pronunciou publicamente sobre o conteúdo da representação. O caso segue sob avaliação do Ministério Público do Amazonas.
