Saúde

Denúncia aponta falta de medicamento na CEMA e interrupção de tratamento de paciente com esquizofrenia

Aposentada denunciou ao Diário da Capital, nesta quinta-feira (22/01), a ausência de remédio de alto custo na rede estadual de saúde e o risco de agravamento do quadro clínico

Escrito por Redação
22 de janeiro de 2026
Foto: Reprodução

“Eu tenho medo pelo que possa acontecer com ele, já sofri muito correndo atrás dele nas ruas de Manaus, para que volte para casa, porque eu cuido dele sozinha, com a medicação fica mais calmo”. A declaração é de uma mulher de 60 anos que preferiu não se identificar. A aposentada denunciou ao Diário da Capital, nesta quinta-feira (22/01), a falta de medicamentos na Central de Medicamentos do Amazonas (CEMA), responsável pela distribuição de remédios de alto custo na rede estadual de saúde.

De acordo com o relato, a ausência do medicamento compromete a continuidade do tratamento de um paciente diagnosticado com esquizofrenia, provocando a interrupção do uso regular de remédios essenciais para o controle do quadro clínico.

A denunciante afirma que se desloca diariamente até a CEMA utilizando transporte público, na expectativa de obter o medicamento Olanzapina 10 mg, prescrito para uso contínuo. No entanto, ao chegar ao local, recebe a informação de que o remédio não está disponível, sem esclarecimentos sobre os motivos da falta ou previsão de reposição.

Segundo ela, a interrupção do tratamento provoca o agravamento do quadro de saúde mental do paciente, com episódios de ansiedade, desorientação e surtos, o que dificulta o acompanhamento em casa e exige atenção constante.

A aposentada relata ainda que enfrentou dificuldades para conseguir a inclusão no programa estadual de fornecimento de medicamentos de alto custo. Antes disso, o tratamento dependia da compra direta do medicamento, o que nem sempre era possível devido ao valor elevado e ao fato de se tratar de remédio controlado.

Atualmente, a família teme a suspensão total do tratamento, já que restam poucos comprimidos disponíveis. Conforme orientação médica, a quebra do ciclo do medicamento pode causar prejuízos imediatos à estabilidade do paciente.
A falta do remédio obriga a família, em alguns momentos, a tentar arcar com os custos do tratamento com recursos próprios. No entanto, a limitação financeira impede a manutenção contínua da medicação.

Procurado pelo Diário da Capital, o Governo do Amazonas foi questionado sobre a falta do medicamento na Central de Medicamentos do Amazonas, mas não se manifestou até o momento.

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