O lançamento da pré-candidatura de David Almeida (Avante) ao Governo do Amazonas, nesta segunda-feira (23/2), foi além do anúncio eleitoral. Adotando uma postura firme, o prefeito declarou que rompeu a aliança com o senador Omar Aziz (PSD) por ter se sentido “intimidado e ameaçado”, elevando o embate político a um novo patamar e tornando pública uma ruptura que já vinha sendo desenhada nos bastidores.
“Eu me senti intimidado e me senti ameaçado. Eu não poderia ficar ao lado de alguém que poderia usar algo para tentar me ameaçar”, afirmou David, ao justificar o afastamento. A declaração expõe um conflito que ultrapassa divergências eleitorais e toca no campo da confiança política, um elemento central em alianças de longo prazo.
Questionado sobre o conselho do senador Eduardo Braga (MDB) para que buscasse diálogo com Omar, o prefeito descartou qualquer mediação e reforçou sua autonomia.
“Eu sou um político independente. Eu não sou hierarquicamente subordinado a ninguém”, declarou, demarcando território e sinalizando que não aceitará tutela política na disputa estadual.
Apesar do tom duro ao explicar a ruptura, David afirmou manter “respeito e admiração” por Omar e disse esperar que o senador permaneça no Congresso Nacional.
A fala do prefeito revela uma ambiguidade típica de cenários pré-eleitorais: o distanciamento estratégico e o cuidado na manutenção das ‘pontes’, para que não sejam rompidas de forma definitiva, visto que até o dia 20 de julho, data em que se iniciam as convenções partidárias, muita água ainda deve passar por debaixo dessas pontes.
