O anúncio da pré-candidatura de David Almeida (Avante) ao Governo do Amazonas, nesta segunda-feira (23/2), foi marcado por um episódio que expôs não apenas o clima acirrado da disputa eleitoral, mas também a complexidade das alianças políticas em construção. Durante a coletiva, ao citar o vice-governador Tadeu de Souza (Progressistas), um apoiador gritou “vagabundo”. A reação do prefeito foi imediata: “Não, não, não. Não é isso, não. Não falei isso, por favor”.
A interrupção ocorreu no momento em que David explicava que utilizava os serviços de uma agência de viagens pertencente a um aliado preso em operação policial, afirmando que a indicação partira de Tadeu.
Ao corrigir publicamente o apoiador, David buscou evitar que sua fala fosse interpretada como ataque direto ao vice-governador que, embora aliado em diferentes momentos, desponta como possível adversário na eleição deste ano. O gesto foi lido por observadores como um movimento calculado para não fechar portas num cenário ainda fluido.
Nos bastidores, a atitude também alimenta especulações sobre uma eventual recomposição ou recuo estratégico de candidaturas. Há quem avalie que David trabalha com a hipótese de reconfiguração no tabuleiro, onde pode contar com a a permanência de Tadeu no cargo até o fim do mandato ao lado de Wilson Lima (União Brasil)
