Política

David Almeida atribui déficit do transporte à falta de repasse do governo; Wilson Lima rebate

Estado afirma que valores do passe-livre estudantil estão sendo depositados em juízo

Escrito por Rebeca Beatriz
10 de fevereiro de 2026
Foto: Reprodução

O indicativo de paralisação do transporte coletivo em Manaus, registrado na manhã desta terça-feira (10), evidenciou o impasse entre a Prefeitura de Manaus e o Governo do Amazonas em relação aos repasses do passe-livre estudantil.

O prefeito de Manaus, David Almeida, afirmou que o município tem cumprido os repasses mensais ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), no valor de R$ 30 milhões. Em discurso, o prefeito se isentou de responsabilidade pelo déficit alegado pelas empresas de ônibus, estimado em cerca de R$ 100 milhões referentes ao ano passado.

“Da parte da prefeitura, não falta nada. Nós fizemos o pagamento. Esse déficit não é da prefeitura. O que está pendente, que as empresas precisam receber, é a diferença do passe-livre estudantil estadual”, declarou.

Em contrapartida, o governador do Amazonas, Wilson Lima, reforçou que o transporte coletivo é atribuição do município, mas afirmou que os valores referentes ao passe-livre estudantil estão sendo pagos à Prefeitura, conforme decisão judicial.

“O transporte coletivo não é de responsabilidade do Governo do Estado. Nós temos uma parceria com o Sinetram para garantir o pagamento do passe-livre estudantil. Fizemos um depósito em juízo no final do ano e ficou acordado que faríamos outro depósito neste ano. E é assim que estamos procedendo”, explicou o governador.

Enquanto o embate sobre as responsabilidades financeiras se prolonga, os impactos recaem sobre a população que depende do transporte coletivo e sobre os trabalhadores do setor, que relatam atrasos no pagamento de benefícios e temem uma paralisação dos serviços.

Matérias relacionadas