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Cuba confirma morte de 32 cubanos em ataques dos EUA à Venezuela e decreta luto nacional

Ofensiva norte-americana resultou na captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores; Havana classifica ação como “agressão militar”

Escrito por Redação
5 de janeiro de 2026
Foto: Reprodução

O governo de Cuba anunciou, no domingo (4), a morte de pelo menos 32 cubanos durante os ataques realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela. A ofensiva militar resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel decretou luto nacional e classificou a ação como uma “vil agressão militar”. Segundo o governo de Havana, os mortos atuavam em missões oficiais no território venezuelano no momento dos bombardeios.

De acordo com a nota oficial, os cubanos estavam em combate durante a ofensiva norte-americana realizada na madrugada de sábado (3). “Com profunda tristeza, nosso povo tomou conhecimento de que, durante o ataque criminoso perpetrado pelo governo dos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela, 32 cubanos perderam a vida em combate, enquanto cumpriam missões representando as Forças Armadas Revolucionárias e o Ministério do Interior, a pedido de órgãos correspondentes daquele país”, informou o governo cubano.

Cuba decretou luto oficial de dois dias. Ainda segundo o comunicado, os combatentes “cumpriram honrosamente seu dever e tombaram após feroz resistência, em combate direto contra os atacantes ou em consequência do bombardeio de instalações”.

A ofensiva dos Estados Unidos atingiu diversas regiões da Venezuela. O presidente norte-americano Donald Trump confirmou a captura de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, que foram retirados do país por forças militares norte-americanas.

Maduro era o principal alvo das ameaças de Trump, após ser apontado como chefe do chamado Cartel de los Soles, grupo recentemente classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista internacional.

Segundo informações divulgadas pelo governo norte-americano, Maduro está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, conhecido como “a prisão dos famosos”, onde permanecerá enquanto aguarda julgamento por crimes relacionados ao narcoterrorismo e ao tráfico internacional de drogas.

De acordo com a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, o ex-presidente venezuelano responderá a acusações apresentadas pelo Distrito Sul de Nova York, que incluem conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos. A pena mínima prevista é de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua.

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