Amazonas

Criança picada por jararaca é resgatada de helicóptero em comunidade a 80 km de Manaus

Menina de 11 anos foi socorrida pelo Departamento de Operações Aéreas da SSP-AM após ataque de cobra em área rural; deslocamento por barco levaria cerca de sete horas

Escrito por Redação
4 de março de 2026
De acordo com a equipe de resgate, a aeronave transportou profissionais de saúde até a comunidade para realizar o atendimento inicial e remover a vítima para atendimento hospitalar na capital. Foto: Victor Levy/SSP-AM

Uma criança de 11 anos que foi picada por uma cobra da espécie jararaca foi resgatada por helicóptero na tarde de terça-feira (3), na comunidade Lindo Amanhecer, localizada a cerca de 80 quilômetros de Manaus. A operação foi realizada pelo Departamento Integrado de Operações Aéreas (Dioa), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), após acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo a equipe de resgate, a aeronave transportou profissionais de saúde até a comunidade para realizar o atendimento inicial e remover a vítima para atendimento hospitalar na capital.

Nós fomos acionados mais uma vez pelo Samu para ir até a comunidade, que fica a cerca de 80 quilômetros de Manaus, para atender uma criança que foi picada por uma cobra. Embarcamos uma enfermeira e médica, nós levamos cerca de 20 minutos”, explicou o comandante da aeronave, coronel Tupinambá.

De acordo com a médica do Samu, Larissa Câmara, a criança recebeu os primeiros cuidados ainda na comunidade antes de ser encaminhada para uma unidade de saúde especializada.

Ela ficou estável, chegou bem chorosa, com dor e foi aplicada a medicação e, posteriormente, o acesso venoso. Agora ela será encaminhada para a Fundação de Medicina Tropical”, disse.

Deslocamento por barco levaria horas

O resgate aéreo foi fundamental para reduzir o tempo de deslocamento da vítima até atendimento hospitalar. Conforme o comandante da aeronave, moradores da comunidade informaram que o trajeto até Manaus poderia levar cerca de sete horas por via fluvial.

“O helicóptero é uma ferramenta muito ágil e ao conversar com os ribeirinhos, eles explicaram que se fosse um trajeto de barco, seria sete horas para chegar nesta comunidade e, graças a Deus, trouxemos a criança para um ambiente hospitalar para ser atendida”, ressaltou.

Terceiro resgate no mês

Este foi o terceiro atendimento aeromédico realizado pelo Dioa apenas no mês de março. Além do caso da criança picada por jararaca, a equipe também atuou recentemente no resgate de uma criança de comunidade rural atingida por ouriço de castanha e no atendimento a um idoso indígena com complicações cardíacas.

As operações aéreas têm sido utilizadas principalmente em comunidades de difícil acesso, onde o deslocamento por vias fluviais pode levar várias horas.

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