O Boi Caprichoso deu início à preparação para o Festival de Parintins 2026 com a entrega oficial das demandas ao setor de costura, formado majoritariamente por mulheres que transformam tecidos em indumentárias do espetáculo.
Em encontro que reuniu integrantes do Conselho de Arte e as profissionais responsáveis pela produção, o presidente do Conselho, Ericky Nakanome, apresentou o cronograma de trabalho e definiu metas para o ateliê, além de avaliar estratégias adotadas em anos anteriores para otimizar a logística de produção. A equipe também contou com a participação dos conselheiros Socorrinha Carvalho, Peta Cid e Paulo Victor.
Entre as costureiras, o clima é de expectativa e mobilização. Com diferentes trajetórias no bumbá, profissionais destacam o compromisso em entregar um trabalho que una técnica e emoção. Para muitas, cada peça confeccionada carrega não apenas estética, mas também a história e a identidade do Caprichoso na arena.
A tradição familiar também marca presença no ateliê, com histórias que atravessam gerações e reforçam o vínculo entre o fazer artístico e a cultura do boi-bumbá. O trabalho das costureiras vai além da produção: é parte essencial da construção visual que dá vida ao espetáculo azul e branco.
O encontro também foi marcado por emoção, com uma homenagem à costureira Cilica Farias, que faleceu recentemente. Em uma corrente de oração, colegas e conselheiros celebraram o legado deixado por ela, reconhecida pela dedicação e contribuição na confecção de indumentárias históricas do Caprichoso.
