As críticas de David Almeida à decisão de Tadeu de Souza de permanecer no grupo político de Wilson Lima expõem mais do que um simples desacordo: revelam uma visão personalista e centralizadora da política.
Ao reagir como se alianças fossem propriedades privadas, o prefeito sugere enxergar trajetórias políticas alheias como extensões de sua própria vontade, um traço típico de lideranças que confundem influência com controle.
Esse tipo de postura flerta com práticas autoritárias, em que a autonomia individual é tratada como deslealdade, e não como exercício legítimo de escolha. Ao invés de fortalecer o debate democrático, a crítica soa como tentativa de enquadramento, marcada por um narcisismo político que coloca o “eu” acima do coletivo.
No fim, a política deixa de ser espaço de construção plural e passa a refletir a vaidade de quem acredita ser o centro das decisões: o REI DO JOGO.
