A Câmara Municipal de Manaus (CMM) voltou a movimentar sua composição interna após o retorno da deputada Professora Jacqueline (UB) à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em 24 de novembro. Desde então, a vaga deixada por ela no Legislativo municipal passou a depender de definição formal. Nesta quarta-feira (03/12), a Mesa Diretora convocou oficialmente o primeiro suplente do União Brasil, Caio André, por meio do Ofício nº 004/2025, para comparecer ao plenário Adriano Jorge.

A convocação reacende a possibilidade de que a configuração da CMM volte ao cenário anterior: Amauri Gomes (UB) reassumindo a cadeira que ocupou temporariamente. Contudo, isso só ocorrerá se Caio André (UB), que detém prioridade na linha sucessória, optar por não assumir o posto.
A situação é resultado de uma sequência de mudanças que começou no início de outubro, quando Caio André renunciou ao mandato de vereador para permanecer na Secretaria de Cultura do Estado. Com isso, Amauri Gomes (UB) passou a ocupar a vaga na CMM. No entanto, apenas 30 dias depois, em novembro, Amauri deixou o cargo em razão do retorno de Jacqueline ao Legislativo municipal e da exoneração da deputada estadual Joana Darc (UB) da Secretaria de Proteção Animal (Sepet).
O movimento buscou reorganizar a atuação de parlamentares ligados ao partido inclusive para a destinação de emendas à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

Em entrevista exclusiva ao Diário da Capital, Amauri Gomes (UB) comentou sobre seu possível retorno, afirmando que continuará cumprindo seu papel e que pretende ampliar ainda mais sua atuação fiscalizatória na CMM.
“O trabalho do vereador nada mais é e ele foi eleito para isso, para cobrar e fiscalizar o executivo, nós fizemos isso na nossa curta primeira passagem, né? e na segunda passagem agora, ampliaremos e cobraremos com mais rigor (…) Não pense que nosso mandato vai ser calado por base de prefeitura, pois não temos medo e não temos rabo preso com ninguém”
