O número de brasileiros endividados ainda preocupa. No Amazonas, não é diferente: mais de 1,8 milhão de pessoas estão com o nome negativado. Mas, afinal, o que fazer para fugir das dívidas?
Segundo o vendedor Gabriel Espinoza, o básico funciona.
“Trabalhar, mano! Tem que trabalhar. Se o cara não trabalha ele vai se endividar”, disse.
Para a empreendedora Maria do Socorro, o segredo é comprar apenas o que cabe no orçamento e evitar juros.
“Comprar só o que ele pode, comprar sem juros”, sugere a empreendedora, contando que costuma avaliar as condições de pagamento antes de, por exemplo, parcelar uma compra.
“Eu compro só onde eu vejo que dá. No cartão, pergunto se é sem juros, eu parcelo. Pode ser até R$ 100, parcela de cinco vezes, se é sem juros eu parcelo, se é com juros eu não parcelo. E o resto eu vou me virando com as compras à vista”, comenta.
O taxista Antonio de Oliveira Alano também destaca a importância de evitar compras por impulso e diferenciar necessidade de desejo.
“É saber usar, saber comprar, não comprar o supérfluo e acabar com o negócio de dizer que comprou porque está na promoção. Promoção vai existir sempre. Então é comprar quando está precisando. E a pergunta é aquela: estou precisando? Posso comprar? Posso pagar?”, indica.
Dívidas dos amazonenses
Uma pesquisa da Serasa mostra que 1,8 milhão de pessoas estão com o nome negativado no Amazonas. No Brasil, os consumidores acumulam 345,5 milhões de dívidas em aberto, que somam R$ 579,5 bilhões.
As principais dívidas estão relacionadas a bancos e cartões de crédito, além de varejo e financeiras, conforme destaca a especialista em educação financeira da Serasa, Eduarda Moraes.
“Ainda são cerca de 1.8 milhão de amazonenses com o nome negativado, com débitos que somam mais de 8 milhões de dívidas e ultrapassam R$ 11 milhões. As maiores concentrações de débitos estão relacionadas a bancos e cartões, varejo e financeiras. Esse momento reforça a importância de acompanhar a situação financeira e de buscar negociar as dívidas antes que elas cresçam ainda mais”, explica.
O mapa do endividamento mostra, ainda, que, em todo o Brasil, o valor médio devido por pessoa chegou a quase R$ 7 mil. Cada inadimplente deve, em média, quatro vezes mais que um salário mínimo.
No Brasil, cada pessoa deve, em média, R$ 6.920,63.
Quando as dívidas se acumulam, parece que não existe saída e que a conta nunca vai fechar. Mas, com organização e planejamento, é possível colocar as finanças nos trilhos e sair do vermelho. O economista Eduardo Souza dá dicas para isso.
“Uma grande dica pra educação financeira de modo geral é você fazer uma boa avaliação e se questionar antes de tomar boas decisões. Ou seja, pesar o custo benefício das suas escolhas. Avaliar se vive realmente precisa consumir isso, qual o nível de satisfação que você vai ter e o quanto isso vai te custar ao longo do tempo. O que você vai estar abrindo mão ao consumir uma coisa, o que você vai estar perdendo ao deixar de consumir outra, por questões de necessidade e desejo, o que realmente é necessário e o que é o luxo, o que tá acima da necessidade e o que é uma compra por status”, elenca.
Além do planejamento financeiro, a negociação de dívidas é uma alternativa para quem busca regularizar a situação.
A Serasa oferece acordos e cupons para o pagamento de débitos em aberto por meio do Serasa Limpa Nome. Para consultar as ofertas, basta acessar o site ou aplicativo da Serasa, fazer login com CPF e senha e entrar na área de negociação de dívidas.
