Economia

Como economizar energia no uso do ar-condicionado

Especialista aponta escolhas de tecnologia, manutenção e ajuste de temperatura como principais aliados para reduzir a conta de luz

Escrito por Redação
24 de janeiro de 2026
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O uso do ar-condicionado pode responder por até 40% do consumo de energia nas residências durante os meses mais quentes, a depender do modelo, da potência e do tempo de funcionamento, segundo estimativas do setor elétrico. Apesar do impacto significativo na conta de luz, escolhas simples e cuidados básicos podem tornar o equipamento um aliado do consumidor, e não um fator de aumento excessivo das despesas.

Em entrevista à Agência Brasil, o especialista em pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Gree — maior fabricante de aparelhos de ar-condicionado do mundo, com sede em Zhuhai, na China — Romenig Magalhães apresentou orientações para reduzir o consumo de energia sem abrir mão do conforto térmico.

Tecnologia e eficiência

De acordo com Magalhães, a escolha de aparelhos com tecnologia inverter é um dos principais fatores para economizar. Esse tipo de equipamento permite maior controle do consumo e pode reduzir em até 40% o gasto de energia em dias mais quentes.

Os modelos inverter operam de forma contínua e mais eficiente, evitando os picos de energia causados pelo liga e desliga frequente do motor. Essa característica contribui tanto para a economia de eletricidade quanto para a maior durabilidade do aparelho.

O consumo mensal também varia conforme a potência do equipamento, medida em BTUs, e o tempo de uso. Um ar-condicionado residencial entre 9 mil e 12 mil BTUs pode consumir de 15 a 45 quilowatts-hora (kWh) por mês, em condições moderadas. Já modelos mais antigos, sem a tecnologia inverter, tendem a ultrapassar esse consumo, especialmente em períodos de bandeira vermelha, elevando o custo para as famílias.

Atenção ao selo do Inmetro

Outro ponto destacado pelo especialista é a observação do selo de eficiência energética do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Equipamentos com classificação A apresentam menor consumo de energia e, consequentemente, menor impacto financeiro para o consumidor.

Uso correto e manutenção

O ambiente onde o ar-condicionado está instalado e a forma de utilização também influenciam no consumo. Manter portas e janelas fechadas durante o uso, além de proteger o local da incidência direta do sol com cortinas ou persianas, ajuda a preservar a eficiência do equipamento.

A manutenção periódica é outro fator essencial. Segundo Magalhães, filtros limpos e revisões regulares evitam perdas de desempenho e consumo excessivo de energia.

Ajuste da temperatura

O controle adequado da temperatura é decisivo para equilibrar conforto e economia. Magalhães recomenda manter o termostato entre 23°C e 25°C.

“Dá equilíbrio para que a pessoa sinta um ambiente mais confortável e também faz bem à saúde. Vai ser uma temperatura de conforto térmico para o ambiente”.

Temperaturas muito baixas, por outro lado, elevam significativamente o consumo.

“A temperatura na faixa de 16 graus a 20 graus vai consumir muita energia e acaba causando um desconforto térmico, o ar fica muito seco no ambiente, há baixa umidade do ar”.

O especialista também sugere o uso da função “Sono”, disponível em muitos aparelhos, que ajusta gradualmente a temperatura ao longo da noite.

“A temperatura vai aumentando de maneira gradual e, ao despertar, o nível de consumo do aparelho vai estar bem mais baixo, sem impacto na conta de energia”.

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