A Câmara Municipal de Manaus (CMM) rejeitou o requerimento do vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) que convocava o prefeito David Almeida (Avante) a prestar esclarecimentos sobre as declarações em que classificou a Operação Erga Omnes como “falsa” e acusou a Polícia Civil, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o Ministério Público, o governador do Estado Wilson Lima (União Brasil) e o senador Omar Aziz (PSD) de suposto complô político. O placar foi de 10 votos favoráveis e 23 contrários.
Ao defender o pedido, Guedes afirmou que a convocação era “mais do que necessária”, sobretudo após a coletiva em que o prefeito ampliou o alcance das acusações.
“Esta Câmara tem um dever moral e legal de fiscalizar o Poder Executivo. Nas palavras dele, é tudo um complô para sabotá-lo”, declarou, ao solicitar votação nominal no painel.
O vereador Gilmar Nascimento, vice-líder do prefeito na CMM, argumentou que a medida tentava “criar uma culpa que não existe”, sustentando que o prefeito não integra formalmente nenhum dos polos investigados na operação.
A derrota do requerimento ocorre em um ambiente político já tensionado, onde tramitam na Casa pedidos de impeachment e propostas de instalação de CPI relacionadas ao caso. O resultado evidencia o peso da base aliada do Executivo municipal e reacende o debate sobre o papel fiscalizador do Legislativo.
