Os vereadores aprovaram, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, que prevê mais de R$12 bilhões em receitas e despesas para o município. A proposta, após votação em plenário, seguirá para a sanção do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), etapa que confirma oficialmente a programação orçamentária do próximo ano. O valor representa um crescimento de 14,2% em relação ao orçamento de 2025, que foi de R$10,508 bilhões.
Durante a sessão, os parlamentares também deliberaram sobre Emendas Impositivas Individuais e de Bancada, além de uma Emenda Modificativa Aditiva de Texto, responsável por promover ajustes na proposta original encaminhada pela Prefeitura.

Além disso, em segunda discussão, os vereadores ainda votaram o Plano Plurianual (PPA) 2026–2029, documento que estabelece as diretrizes, metas e prioridades de investimento que irão orientar as ações do Executivo Municipal pelos próximos quatro anos. Antes da votação em plenário, a análise técnica da proposta orçamentária ocorreu nas comissões permanentes da Casa.
A proposta passou pelas comissões internas:
- Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) que avaliou 301 emendas apresentadas pelos vereadores, verificando a legalidade e a adequação do conteúdo;
- Comissão de Finanças, Economia e Orçamento, responsável pela análise de outras 282 propostas, voltadas principalmente à redistribuição de recursos e ajustes nas áreas contempladas pela LOA.
Proposta e destinação das emendas
A proposta orçamentária detalha a distribuição dos recursos municipais para 2026. Entre as principais áreas contempladas, estão:
- Educação: R$ 3,236 bilhões
- Saúde: R$ 2,081 bilhões
- Urbanismo: R$ 2,076 bilhões
- Comunicação (Semcom): R$ 142,7 milhões
- Segurança Pública Municipal: entre R$ 94,9 milhões e R$ 100 milhões
Além dessas áreas, também foram incluídos investimentos em Cultura, Infraestrutura, Direitos da Cidadania e outros setores considerados estratégicos para a cidade.

O montante previsto para a Secretaria Municipal de Comunicação chama atenção por superar o orçamento destinado à Secretaria Municipal de Segurança Pública, mesmo com a ampliação de despesas previstas para o setor de mídia institucional.
Críticas nas distribuições
A votação contou com a presença de 35 vereadores, e cinco ausentes que não compareceram e não apresentaram justificativa. A oposição criticou a distribuição dos recursos entre as secretarias, apontando desigualdade em algumas áreas.
Veja o documento na íntegra:
