Economia

Calor forte eleva uso de ar-condicionado e pesa na conta de luz de quem mora em Manaus

Consumo de energia elétrica na capital se mantém elevado, motivado pelo uso constante de ar-condicionado nas residências

Escrito por Redação
26 de setembro de 2026
Uso constante de ar-condicionado se torna rotina em residências de Manaus durante calor de setembro - Foto: Reprodução

Manaus registrou 38,6°C nesta semana, a maior temperatura do ano segundo o Inmet. Com o calor forte da estiagem, causado também pelo El Niño, o ar-condicionado virou item obrigatório em muitas casas da cidade. O aparelho que antes em muitas residências só era ligado à noite ou nos dias mais quentes agora fica horas seguidas funcionando, até de dia, e isso impacta na conta de energia.

“Está insalubre ficar com o ar-condicionado desligado durante o dia”, conta a autônoma Agda Marcela de Oliveira, moradora do bairro Alvorada 1, zona Centro-Oeste da capital, que hoje usa o aparelho cerca de 12 horas por dia.

“A conta quase dobrou de valor”, diz.

Sistema sobrecarregado

O sistema elétrico de Manaus bateu 1.997,1 megawatts (MW) de carga no dia 14 de setembro, o maior nível já registrado na cidade, superando a marca anterior de 1.980 MW, de duas semanas antes, em 31 de agosto. Segundo a Âmbar Energia, empresa responsável pela distribuição, esse aumento no consumo tem a ver com o crescimento da população, com a expansão do Polo Industrial de Manaus e, principalmente, com o clima fora do padrão desse período, entre a seca amazônica e os efeitos do El Niño.

Mesmo com a carga alta, a operação segue dentro dos parâmetros de segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN), sem falta de energia para a população.

Para dar conta dos picos de demanda, a Âmbar Energia informou que mantém monitoramento constante da carga pelo seu Centro de Operação e que ampliou a importação de energia pelo SIN, como reforço ao abastecimento local. A empresa também disse ter intensificado manutenções preventivas em geração, transmissão e distribuição de energia, além de reforçar as equipes de plantão nos horários de maior consumo.

Segundo a concessionária, a tendência é que essa demanda continue alta nos próximos meses, já que o período mais seco e quente do ano ainda não acabou.

“Pesa, com certeza, no orçamento”, diz Agda, que defende que deveria haver uma redução na tarifa, já que o calor deste ano está sendo mais intenso do que o normal.

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