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Brasil x Tunísia: histórico dominante, projeções para o confronto e os planos de Ancelotti rumo a 2026

Seleção venceu todos os confrontos contra os tunisianos e volta a encarar o adversário em amistoso preparatório, enquanto Ancelotti fala sobre futuro, intensidade e caminhada até o Mundial

Escrito por Redação
18 de novembro de 2025
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Seleção Brasileira enfrenta a Tunísia na tarde desta terça-feira, às 15h30 (horário de Manaus), no Decathlon Stadium, em Lille. O duelo é mais um teste do técnico Carlo Ancelotti para a preparação rumo à Copa do Mundo de 2026. A partida terá transmissão da TV Globo, Sportv e ge tv.

Satisfeito com o desempenho diante de Senegal e atento às oscilações apresentadas na última Data Fifa [vitória sobre a Coreia e derrota para o Japão] Ancelotti deve manter a base do time. Sem Gabriel Magalhães, cortado por lesão muscular na coxa, o técnico desloca Éder Militão para a zaga ao lado de Marquinhos e promove Wesley na lateral direita.

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Histórico 

O histórico entre Brasil e Tunísia é curto, mas amplamente dominado pela Seleção Brasileira. As equipes se enfrentaram apenas duas vezes ao longo de 20 anos [em 2002 e 2022] e o Brasil venceu ambas com autoridade. No total, foram nove gols marcados e apenas dois sofridos, desempenho que confirma a superioridade brasileira no confronto.

O primeiro encontro ocorreu em 6 de junho de 2002, no Estádio 7 de Novembro, em Rades, durante a preparação para a Copa da Coreia e Japão. Mesmo testando formações alternativas, Luiz Felipe Scolari viu sua equipe vencer por 4 a 1, com gols de Rivaldo, Ronaldo, Edilson e Amoroso — um último ensaio antes da campanha que resultaria no pentacampeonato semanas depois.

A segunda partida entre as seleções aconteceu em 27 de setembro de 2022, já no ciclo de Tite, em amistoso no Parc des Princes, em Paris. O Brasil goleou por 5 a 1, com dois gols de Raphinha e outros de Richarlison, Neymar e Pedro. Talbi descontou para a Tunísia. O duelo também ficou marcado por episódios de racismo nas arquibancadas, condenados pela CBF após o jogo. 

Nos dois jogos, o Brasil apresentou amplo domínio: média de 4,5 gols por partida e 100% de aproveitamento. A Tunísia marcou apenas duas vezes. As partidas, sempre amistosas e de pré-Copa, serviram como preparação para Mundiais em que a Seleção chegou às fases finais. Nunca houve confronto em território brasileiro; o jogo de 2002 foi o único em solo africano, enquanto o duelo de 2022 foi disputado em campo neutro.

Raphinha, com dois gols em 2022, é o maior artilheiro do confronto. Já em 2002, Ronaldo e Rivaldo foram os destaques naquela que seria uma das últimas apresentações conjuntas antes do título no Japão.

Ancelotti fala sobre futuro

Com contrato válido até a metade de 2026, Carlo Ancelotti voltou a comentar sobre a possibilidade de permanecer por mais um ciclo com a Seleção. “Não conversamos, mas é possível, sim. Me sinto muito bem aqui, não tenho outras ideias que não seja a do momento com o Brasil. Para seguir, temos que querer os dois, a CBF e eu”, afirmou o treinador.

Sobre o impacto de uma eventual conquista do hexa, Ancelotti brincou: “A verdade é que o contrato antes do Mundial é mais barato e depois pode ser muito mais caro”

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O técnico também reforçou que deseja participar da evolução estrutural do futebol brasileiro. “Eu posso colaborar com a CBF, que está fazendo algo tentando mudar o calendário e mudar as coisas para melhorar o futebol brasileiro. Estamos falando sobre isso e estou contente de poder ajudar nesta melhoria”

Em relação ao desempenho em campo, Ancelotti destacou a importância da intensidade, mas ponderou que ela não é tudo. “A intensidade no futebol moderno é muito importante, é o que é preciso, mas não é só sobre intensidade. Quando não é possível, tem que ter leitura da situação do jogo. Quando a equipe estiver bem posicionada, pode pressionar. Quando não estiver, não vai pressionar, e isso é ter boa leitura”

O treinador também comentou a repercussão europeia de que o Brasil “acordou o monstro” após o bom desempenho recente: “Habitualmente, de um monstro você tem medo, e isso é importante. Não despertamos nada, estamos trabalhando para chegar na melhor condição possível na Copa. Até março, não posso dar os jogadores, mas tenho total confiança… Estou convencido de que os jogadores chegarão muito bem na Copa”, finalizou. 

Provável escalação do Brasil:

Ederson; Wesley, Marquinhos, Militão e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Rodrygo, Vini Jr., Matheus Cunha e Estêvão.

Provável escalação da Tunísia:

Dahmen; Valery, Talbi, Bronn e Abdi; Skhiri; Layouni, Gharbi, Mejbri e Saad; Mastouri.

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