O Brasil registrou, em 2025, o maior número de acidentes de trabalho da série histórica, acendendo um alerta sobre segurança laboral e direitos previdenciários. Dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT/MTE) apontam 806.011 acidentes e 3.644 mortes relacionadas ao trabalho em todo o país.
O aumento dos casos também reacendeu debates sobre assistência às famílias das vítimas, especialmente em relação à pensão por morte e possíveis indenizações trabalhistas. Segundo especialistas, muitos dependentes desconhecem os direitos garantidos pela legislação previdenciária e acabam deixando de buscar benefícios junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com o advogado previdenciário Mário Vianna, mortes decorrentes de acidentes de trabalho podem garantir condições mais vantajosas para os dependentes. “Em alguns casos, a pensão deixa de seguir a regra geral de 60% mais cotas adicionais e pode assegurar 100% do valor do benefício”, explica.
Além da pensão por morte, familiares também podem ter direito a indenizações civis e trabalhistas quando houver responsabilidade do empregador ou quando o acidente estiver diretamente ligado à atividade exercida pelo trabalhador.
O especialista destaca que reunir documentos como certidão de óbito, laudos médicos, boletim de ocorrência e a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é fundamental para garantir o acesso aos direitos previdenciários e evitar prejuízos futuros às famílias.
O cenário reforça a necessidade de ampliar ações de prevenção, fiscalização e orientação jurídica para trabalhadores e dependentes diante do crescimento dos acidentes laborais no país.
