Produtos alimentícios inovadores e cosméticos naturais desenvolvidos a partir da biodiversidade amazônica serão apresentados pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e pelo Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) durante a ExpoPIM 4.0, que acontece de 18 a 20 de novembro, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus.
A participação integra um estande que reúne ciência, indústria, startups, negócios de impacto e comunidades tradicionais para demonstrar o potencial da bioeconomia na geração de inovação e no desenvolvimento sustentável da região. A visitação será gratuita, mediante credenciamento no site expopim.com.br.
Ao longo de sua trajetória, o PPBio acumula resultados expressivos. Atualmente, o programa conta com 37 projetos em execução e 67 já concluídos, com a participação de 43 empresas investidoras, que juntas aportaram R$ 196 milhões em investimentos voltados à inovação na Amazônia.
Outros indicadores também evidenciam o alcance das iniciativas, como 53 negócios apoiados, 245 produtos, processos ou serviços desenvolvidos, 66 Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) conectadas, 815 empregos diretos gerados e 34 patentes registradas.
As iniciativas apoiadas alcançam cinco estados da Amazônia Ocidental — Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá — envolvendo uma rede de 79 instituições, entre universidades, Instituições de Ciência e Tecnologia, incubadoras, aceleradoras e organizações parceiras. Ao todo, 61 municípios da região já foram beneficiados pelas ações do programa.
Entre os destaques apresentados na feira estão alimentos elaborados com ingredientes regionais como açaí, camu-camu, guaraná, cupuaçu e castanha-do-brasil, além de preparações gastronômicas que demonstram o potencial nutricional e econômico da biodiversidade amazônica. Também serão apresentados cosméticos naturais e dermocosméticos formulados com bioativos da floresta, como copaíba, andiroba, abacaxi e murumuru, resultado de projetos que integram pesquisa científica, inovação e cadeias extrativistas da sociobioeconomia.
Segundo Carlos Gabriel Koury, diretor de Inovação em Bioeconomia do Idesam, o programa demonstra o potencial da bioeconomia para impulsionar o desenvolvimento regional.
“O PPBio mostra que é possível integrar ciência, mercado e conhecimentos tradicionais para estruturar cadeias produtivas sustentáveis e posicionar a Amazônia como protagonista da economia do futuro”, afirma.
O programa também acumula 34 registros de propriedade intelectual — entre marcas, patentes e softwares registrados ou em processo de registro —, além de 55 capacitações realizadas e atuação em 18 setores da bioeconomia, fortalecendo a inovação e o desenvolvimento sustentável na região.
