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Assessores de Flávio Dino receberam esposa de Líder do CV para reuniões

As reuniões aconteceram duas vezes no intervalo de três meses no prédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública

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November 13, 2023
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Em um período de três meses, assessores do ministro da Justiça, Flávio Dino, receberam duas vezes  dentro do prédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública  (MJSP),Luciane Barbosa Farias,  conhecida como “dama do tráfico amazonense”, esposa de um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho.

Clemilson dos Santos Farias, intitulado Tio Patinhas, foi preso em dezembro do ano passado, ele e sua esposa foram condenados em segunda instância por lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e organização criminosa. Luciane foi sentenciada a dez anos, mas recorre em liberdade.

Nas redes sociais, o ministro da Justiça, Flávio Dino, se manifestou: “Nunca recebi, em audiência no Ministério da Justiça, líder de facção criminosa, ou esposa, ou parente, ou vizinho. De modo absurdo, simplesmente inventam a minha presença em uma audiência que NÃO SE REALIZOU em meu gabinete”, alegou o ministro

O Diário da Capital entrou em contato com a assessoria do MJSP, o qual informou que “Todas as pessoas que entram no MJSP passam por cadastro na recepção e detector de metais”, afirmou o órgão em um trecho.

Porém “Sobre a atuação do Setor de Inteligência, era impossível a detecção prévia da situação de uma acompanhante” referindo-se ao dia 16 de março em que a  Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) atendeu solicitação de agenda da ANACRIM (Associação Nacional da Advocacia Criminal), com a presença de várias advogadas e acompanhantes, entre elas, Luciane Farias.

Confira a Nota completa:

No dia 16 de março, a Secretaria de Assuntos Legislativos (SAL) atendeu solicitação de agenda da ANACRIM (Associação Nacional da Advocacia Criminal), com a presença de várias advogadas.

A cidadã mencionada no pedido de nota não foi a requerente da audiência, e sim uma entidade de advogados. A presença de acompanhantes é de responsabilidade exclusiva da entidade requerente e das advogadas que se apresentaram como suas dirigentes.

Por não se tratar de assunto da pasta, a ANACRIM, que solicitou a agenda, foi orientada a pedir reunião na Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

A agenda na Senappen e da ANACRIM aconteceu no dia 2 de maio, quando foram apresentadas reivindicações da ANACRIM.

Não houve qualquer outro andamento do tema.

Sobre a atuação do Setor de Inteligência, era impossível a detecção prévia da situação de uma acompanhante, uma vez que a solicitante da audiência era uma entidade de advogados, e não a cidadã mencionada no pedido de nota.

Todas as pessoas que entram no MJSP passam por cadastro na recepção e detector de metais.

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