O médico boliviano Humberto Fuertes Estrada foi visto em um bar no município de Eirunepé, no interior do Amazonas, poucas horas antes de não comparecer ao parto de uma gestante de 18 anos, na madrugada do último sábado (22/11). O bebê morreu logo após o procedimento, e o profissional acabou afastado do Hospital Regional de Eirunepé Vinícius Conrado.
Imagens de câmeras de segurança, obtidas pelo g1, mostram o médico no estabelecimento horas antes de sua ausência no plantão. De acordo com relatos da paciente, ela chegou ao hospital por volta de 4h, mas o médico, que estava de sobreaviso, não respondeu às tentativas de contato da equipe. O parto só foi realizado cinco horas depois, mas a criança não sobreviveu.
Diante da gravidade do caso, Humberto Fuertes passou a ser investigado por homicídio qualificado. Diante da repercussão do caso, a Justiça decretou sua prisão na quarta-feira (26/11). O episódio provocou questionamentos sobre negligência médica e a fiscalização dos atendimentos obstétricos no interior do Amazonas.
Análise do ocorrido e relatos
Nas imagens, é possível analisar que o médico chegou ao local ainda na noite de sexta-feira (21/11). As câmeras registram o momento em que ele conversa com outras pessoas no bar. Não há confirmação de que o profissional tenha consumido bebidas alcoólicas, mas as imagens mostram que ele permaneceu no estabelecimento até sair por volta de 1h48 de sábado (22/11), na garupa de uma motocicleta.
Segundo relatos de testemunhas, que não tiveram a identidade revelada, o bebê teria aspirado fezes e restos de placenta, morrendo cerca de uma hora após o nascimento. Diante da situação, o médico só chegou ao hospital por volta das 9h, aproximadamente cinco horas após a gestante ter dado entrada.
