Moradores de São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas, enfrentam sucessivas interrupções no fornecimento de energia elétrica desde janeiro deste ano. A situação tem afetado aproximadamente 46 localidades, entre áreas residenciais, comerciais e unidades militares.
Diante do cenário, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), encaminhou requerimento à concessionária Amazonas Energia cobrando providências imediatas para a normalização do serviço.
Segundo o parlamentar, a demanda foi levada por lideranças locais, que relatam falhas recorrentes em uma usina operada pelo produtor independente VPower, responsável pelo fornecimento no município.
“A situação ainda não foi plenamente solucionada e, na prática, o que ocorre é um ‘verdadeiro racionamento escancarado de energia’, atingindo aproximadamente 46 localidades, entre áreas residenciais, militares e comerciais”, afirmou.
Cidade destacou que as interrupções ocorrem, inclusive, durante a madrugada, comprometendo o cotidiano da população.
“As interrupções ocorreram em horários considerados mais sensíveis para a população, inclusive durante a madrugada. É inadmissível que a população de São Gabriel da Cachoeira esteja sendo submetida a interrupções de energia justamente em diversos horários e até mesmo durante o período de descanso, penalizando famílias inteiras, trabalhadores e crianças. Imagina você estar dormindo e meia-noite a energia ser desligada, voltando só ao amanhecer”, pontuou.
O parlamentar também chamou atenção para o impacto social da crise energética, destacando que o município concentra a maior população indígena do Brasil, o que amplia a gravidade da situação.
De acordo com o requerimento, a concessionária deve apresentar um posicionamento claro, com prazo definido e cronograma para a solução definitiva do problema.
“Caso a situação não seja resolvida, vou adotar medidas judiciais, a exemplo do que ocorreu em Manicoré, em 2025, quando a Justiça precisou ser acionada para garantir o restabelecimento do fornecimento de energia. Energia não é luxo. É um serviço essencial, é dignidade, é qualidade de vida e é condição básica para o desenvolvimento”, finalizou.
