Às vésperas da final do Mundial Interclubes, o Flamengo entra em campo nesta quarta-feira (17), às 13h (horário de Manaus), para enfrentar o Paris Saint-Germain, em Doha, no Catar. Confiante, o técnico Filipe Luís avaliou o momento da equipe, destacou a evolução do elenco ao longo da temporada e reforçou a crença de que o Rubro-Negro pode conquistar um título histórico.
Segundo o treinador, o atual grupo do Flamengo passou por um processo de reconstrução e amadurecimento competitivo. “Quanto mais o time joga, mais a equipe se conhece. Cada competição é diferente. Era um contexto diferente, um país, um clima, temperatura, gramado, mas a vontade de ganhar é a mesma. Alguns jogadores saíram, outros chegaram, esse grupo tem uma nova alma, se reinventou, conquistou títulos difíceis no continente e quer escrever uma nova história. Sabemos a dificuldade desse jogo. Fácil não vai ser, mas sabemos que é possível”, afirmou.
Filipe Luís destacou ainda a confiança plena no elenco, ressaltando que a crença vai além do discurso. “É possível. Claro que eu acredito, é claro que eu transmito isso para os jogadores. No futebol tudo é possível. Mas, não só por palavras. Eu realmente penso que os meus jogadores são os melhores. Eu sempre falei isso para eles desde o momento que eu cheguei, da forma como vejo eles jogando e vejo eles no treino, a maneira com que eles lidam. Esse time é capaz de tudo, é capaz de fazer história”, disse. Para o técnico, a chave para o título está na capacidade de atuar bem em todas as fases do jogo. “O mais importante é que a equipe saiba jogar em todas as fases do jogo para poder fazer o jogo perfeito e vencer.”
Com força máxima à disposição, Filipe Luís confirmou que todos os atletas estão aptos para a decisão e reforçou a necessidade de minimizar erros diante de um adversário do nível do PSG. “Todo o grupo está à disposição para que eu tome as decisões. É muito importante que estejamos todos preparados para esse grande momento. É o último da temporada e todo o esforço que eles fizeram será pouco. Sabemos que vamos precisar do máximo de cada um para poder vencer esse jogo. Precisaremos fazer um jogo perfeito.”
Sobre a escalação, o treinador explicou que a escolha passa pelo momento dos jogadores e pelas necessidades da equipe. “Nunca é com bola ou sem bola. Não é esse o pensamento. É o momento do jogador, o que a equipe precisa, não separo as fases, elas vão juntas. É fundamental que a equipe saiba fazer com a bola e sem a bola. Eu já sei o time que vou escalar, mas tenho ainda até amanhã para sentir os jogadores, o momento deles, o que a equipe precisa para definir os 11 para neutralizar e, principalmente, jogar contra o PSG.”
Filipe Luís também descartou comparações com finais anteriores e reforçou que cada decisão tem sua própria história. “Não falamos do jogo com o Bayern. Cada jogo é um jogo diferente. Não vamos jogar contra o Bayern, vamos jogar contra o Paris, por mais que a forma que eles pressionem tenha a mesma energia. […] É um outro jogo, outra história, e o Luiz Araújo tem razão em um detalhe importante: em final, temos que cometer o mínimo de erros possíveis.”
Ao analisar o PSG, o treinador destacou a força coletiva, a juventude e o poder físico da equipe francesa, atual campeã da Champions League. “Não tenho nenhuma dúvida que jogadores tão jovens e tão rápidos nos colocarão em dificuldade em determinados momentos do jogo. […] Temos uma forma de defender, não defendemos o jogador, defendemos a equipe, a bola, e esperamos tirar o máximo de tempo possível de jogadores determinantes, em especial no meio. Não tenho dúvidas de que teremos armas para neutralizar o ataque do PSG.” Para Filipe Luís, o domínio do meio-campo será decisivo. “São jogadores tão dinâmicos e poderosos fisicamente, que cobrem o campo, fazem duas funções e é difícil de defender. […] Nossa equipe vai ter que fazer um jogo perfeito para neutralizar a melhor equipe do mundo.”
O técnico também falou sobre o reencontro com Luis Enrique, comandante do PSG, a quem elogiou pela trajetória recente. “O Luis Enrique é um treinador que dispensa comentários, recebeu merecidamente todos os prêmios possíveis, o time dele ganhou tudo o que é possível. […] Ele mostrou ao mundo que no futebol moderno, para vencer todo mundo tem que correr.”
Por fim, Filipe Luís ressaltou a confiança do elenco e o peso da camisa rubro-negra em decisões internacionais. “Quando você veste a camisa e pertence ao Flamengo, existe alguma coisa que te faz sempre dar um algo a mais. […] Existe uma mística que nos faz acreditar que há um algo a mais. […] Tanto o Flamengo quanto o Paris querem fazer história. Nós acreditamos que é possível e vamos fazer de tudo para conseguir.”
Ao comparar gerações históricas, o treinador foi enfático ao valorizar o passado sem perder o foco no presente. “Nunca nenhuma geração vai ser maior do que a de 81, que foi a primeira. […], Mas repito: esse grupo tem o sonho de fazer a sua própria história. […] Queremos fazer a nossa própria história, botar a foto na parede e ficar marcado.”
