Foi difícil acompanhar 100% a semana de notícias nacionais do mundo esportivo, principalmente agora que estou de cama e me recuperando de uma cirurgia. Bom, mas o que deu para observar é que nenhum dos assuntos deu para aprofundar porque as novidades foram surgindo na semana toda.
Primeiro, tivemos o anúncio definitivo de Carlos Ancelotti como novo técnico da seleção brasileira. Um nome que a mídia nacional já especula há mais de um ano e que carrega muitas questões do futuro da camisa amarelinha. É claro que virou alvo de crítica a forma de anúncio apressado e que, no decorrer dos dias, teríamos ainda mais noção dos motivos e dos porquês. No texto de anúncio do Ancelotti “A maior seleção da história do futebol, agora liderada pelo técnico mais vitorioso do mundo”. Essa frase tem tantas camadas, a começar pelo peso da nossa seleção que, está caindo há anos. Seja em campo e fora.
Daí, veio mais novidades na semana, quando ainda se repercutia Ancelotti. O presidente da CBF, Edinaldo Rodrigues, foi afastado do cargo pela Justiça. Ao que tudo indica, uma assinatura que o assegurava no cartão foi forjada e ele é suspeito de fraude. Diante do susto, aí veio mais outra reviravolta: as federações que antes apoiavam a causa Edinaldo no poder até 2026, passaram a defender um manifesto que pede a criação de uma chapa única para liderar a CBF de vez, contando que Edinaldo não volte mais.
Nas internas, está sendo chamado de “novo conclave” e os presidentes de federações já até estão no Rio de Janeiro. A mídia nacional afirma que o favorito pra assumir a presidência da CBF é Samir Xaud, presidente da federação roraimense de futebol. Eu o vi em vários eventos esportivos fora do Amazonas e ele é bem relacionado, o que me garante que, a indicação dele nada mais é que o plano de Edinaldo de se manter lá. “Eu não volto, mas os meus ficam”, afinal a partir de março de 2026, Edinaldo está no cargo em definitivo por sua eleição unânime de março deste ano.
Na minha avaliação, a semana foi agitada e bagunçada como tem sido nos últimos tempos toda essa confusão de gestão. É hora de entrar nos trilhos, e lembrando: isso é reflexo também do que vivemos com nossa seleção e neste caso eu digo: não é a CBF quem entra em campo. Estamos carentes de reforços grandes para, de fato, honrarem a camisa da seleção brasileiro, a maior seleção da história.
Colunista
Larissa Balieiro
Jornalista esportiva, apresentadora do Fora de Série AM, proprietária da @agenciaesportiva.lbame vencedora do Prêmio de Jornalista Esportiva mais admirada da região norte.
