Economia

Amazonas registra redução no desemprego, mas informalidade segue como desafio

PNAD mostra queda no segundo trimestre de 2025, enquanto Brasil registra menor taxa da série histórica

Escrito por Redação
30 de dezembro de 2025
Foto: Divulgação / Internet

Apesar da redução em relação ao início do ano, o estado segue com o maior índice de desocupação da Região Norte. A taxa de desemprego no Amazonas ficou em 7,7% no segundo trimestre de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

No cenário nacional, o desemprego caiu para 5,8% no trimestre encerrado em junho, abaixo dos 7% registrados no primeiro trimestre. O resultado é o menor para o período desde 2012, quando a série histórica da pesquisa foi iniciada. De acordo com o IBGE, são consideradas desocupadas as pessoas que não têm trabalho, mas estão em busca ativa por uma oportunidade.

Na Região Norte, os estados do Acre, Roraima, Rondônia e Tocantins apresentaram variações consideradas estáveis. Pará e Amapá registraram queda na taxa de desemprego. Rondônia se destacou com índice de apenas 2,3%, o segundo menor do país, ficando atrás somente de Santa Catarina.

Foto: Divulgação / Internet

Apesar da melhora nos indicadores, a informalidade segue como um desafio no Norte. Mais da metade dos trabalhadores da região (51,5%) atua sem carteira assinada ou em ocupações informais. Pará e Amazonas lideram esse ranking, seguidos por Rondônia, Acre, Amapá, Roraima e Tocantins, todos com taxas superiores a 40%.

Já no trimestre encerrado em novembro, o IBGE apontou nova redução do desemprego no país, que chegou a 5,2%. Esse é o menor nível de desocupação desde 2012. No período, 5,6 milhões de pessoas estavam sem trabalho, o menor contingente já registrado pela PNAD Contínua.

O levantamento também mostra um recorde histórico no número de pessoas ocupadas no Brasil, que alcançou 103,2 milhões. O nível de ocupação, proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estavam trabalhando, chegou a 59%, o maior da série histórica, refletindo a recuperação gradual do mercado de trabalho após os impactos da pandemia.

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