Apesar da redução em relação ao início do ano, o estado segue com o maior índice de desocupação da Região Norte. A taxa de desemprego no Amazonas ficou em 7,7% no segundo trimestre de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No cenário nacional, o desemprego caiu para 5,8% no trimestre encerrado em junho, abaixo dos 7% registrados no primeiro trimestre. O resultado é o menor para o período desde 2012, quando a série histórica da pesquisa foi iniciada. De acordo com o IBGE, são consideradas desocupadas as pessoas que não têm trabalho, mas estão em busca ativa por uma oportunidade.
Na Região Norte, os estados do Acre, Roraima, Rondônia e Tocantins apresentaram variações consideradas estáveis. Pará e Amapá registraram queda na taxa de desemprego. Rondônia se destacou com índice de apenas 2,3%, o segundo menor do país, ficando atrás somente de Santa Catarina.

Apesar da melhora nos indicadores, a informalidade segue como um desafio no Norte. Mais da metade dos trabalhadores da região (51,5%) atua sem carteira assinada ou em ocupações informais. Pará e Amazonas lideram esse ranking, seguidos por Rondônia, Acre, Amapá, Roraima e Tocantins, todos com taxas superiores a 40%.
Já no trimestre encerrado em novembro, o IBGE apontou nova redução do desemprego no país, que chegou a 5,2%. Esse é o menor nível de desocupação desde 2012. No período, 5,6 milhões de pessoas estavam sem trabalho, o menor contingente já registrado pela PNAD Contínua.
O levantamento também mostra um recorde histórico no número de pessoas ocupadas no Brasil, que alcançou 103,2 milhões. O nível de ocupação, proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estavam trabalhando, chegou a 59%, o maior da série histórica, refletindo a recuperação gradual do mercado de trabalho após os impactos da pandemia.
