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Amazonas concentra quase 80% dos focos de queimadas em propriedades rurais privadas, aponta Inpe

Levantamento registra 1.639 focos em áreas particulares na primeira quinzena de outubro; fiscalização na região de Manaus aplicou R$ 2 milhões em multas

Escrito por Redação
24 de outubro de 2026
Quase 80% dos focos de queimadas no Amazonas foram registrados em propriedades rurais privadas na primeira quinzena de outubro — Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

Quase 80% dos focos de queimadas registrados no Amazonas entre os dias 1º e 15 de outubro ocorreram em propriedades rurais privadas, segundo levantamento baseado em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ao todo, foram identificados 1.639 focos nessas áreas, evidenciando a concentração das ocorrências em terrenos particulares e ampliando o alerta sobre os impactos ambientais no estado.

Os números reforçam a necessidade de intensificar a fiscalização nas áreas rurais, onde o uso irregular do fogo pode provocar incêndios de grandes proporções e atingir a vegetação nativa. Além dos prejuízos à biodiversidade, as queimadas comprometem a qualidade do ar e representam riscos à saúde da população, especialmente durante o período de estiagem.

Na região de Manaus, operações de fiscalização ambiental resultaram na autuação de 19 pessoas, na aplicação de multas que somam R$ 2 milhões e no embargo de mais de 250 hectares. Os dados foram divulgados pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, e refletem as medidas adotadas para combater infrações ambientais relacionadas ao uso do fogo.

O embargo é uma medida administrativa que restringe o uso das áreas fiscalizadas, conforme as determinações dos órgãos ambientais, até que sejam cumpridas as exigências legais. Já as autuações buscam responsabilizar os envolvidos por possíveis irregularidades, sem afastar a necessidade de apuração das circunstâncias de cada ocorrência.

Diante da concentração dos focos em propriedades privadas, o cenário evidencia a importância do monitoramento contínuo, da prevenção e da responsabilização por queimadas ilegais. A atuação dos órgãos de fiscalização é considerada fundamental para reduzir a propagação dos incêndios e os danos à floresta amazônica e às comunidades atingidas pela fumaça.

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